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Petrobras impulsiona forte recuperação do Ibovespa após pior semana do ano

PUBLICADO EM: 25.10.21 | 9H22
ATUALIZAÇÃO: 25.10.21 | 16H56
Correção ocorre após governo furar teto de gastos e derrubar índice em mais de 7% na última semana

Resumo do investidor

Às 16h: - Ibovespa sobe 2,58%, aos 109.038 pontos; - Dólar comercial recua 1,56%, a 5,551 reais; - EUA: Dow Jones sobe 0,20%, S&P 500 avança 0,53% e Nasdaq tem alta de 1,01%.

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Painel com cotações na bolsa brasileira, a B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada | Guilherme Guilherme

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O Ibovespa abre a semana em forte alta, subindo 2,58%, aos 109.038 pontos, por volta das 16h desta segunda-feira, 25. 

O principal índice da B3 passa por um movimento de correção após acumular queda de 7,28% na última semana, reagindo à decisão do governo em furar o teto de gastos para custear o Auxílio Brasil. O desempenho semanal foi o pior do ano

O Ibovespa também se apoia na alta dos papéis da Petrobras (PETR3/PETR4), que chega a subir quase 6% após a estatal anunciar mais um reajuste nos preços dos combustíveis nas refinarias.

Investidores também repercutem a agenda cheia da semana, que conta com decisão do Copom e temporada de balanços. 

No entanto, o alívio no pregão de hoje não significa que as preocupações estejam fora do radar. Tanto é que as incertezas no âmbito fiscal motivaram uma revisão na trajetória da Selic, com o mercado projetando altas mais fortes na taxa básica de juros da economia.

A expectativa é que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa amanhã e termina na quarta-feira, traga uma postura mais hawkish – que direcione os juros para patamares mais elevados.

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que economistas esperam alta de 1,25 ponto percentual da Selic tanto na semana quanto na última reunião do ano, em dezembro, considerando a mediana das estimativas.

Antes do governo driblar o teto, o consenso no mercado era de uma alta de 1 ponto percentual (p.p.), que levaria a Selic a 7,25% ao ano. Agora, no entanto, muitos já preveem uma reação mais agressiva, com elevação de 1,25 p.p. ou até mesmo de 1,5 p.p. – que poderia levar a Selic para 7,75%.

“Mercado está dividido, mas não resta dúvidas de que o Copom será mais hawkish, trazendo uma decisão mais dura em relação a essa escalada do câmbio e da inflação, seja via próprio aumento dos juros ou via comunicado”, defendeu Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual digital, na Abertura de Mercado desta segunda-feira.

O câmbio, a propósito, segue o movimento de correção do Ibovespa, mas se mantém próximo à marca de 5,60 reais com os riscos fiscais. Nesta quarta-feira, a moeda americana recua 0,44%, negociada a 5,603reais.

No cenário corporativo, investidores devem ficar atentos à temporada de balanços do terceiro trimestre, que ganha força nesta semana com a divulgação dos resultados de algumas das principais companhias da bolsa. Entre os resultados mais aguardados estão os da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3/PETR4). Hoje, Tim (TIMP3), EDP (ENBR3) e Ecorodovias (ECOR3) apresentam seus balanços após o fechamento do mercado.

Zanlorenzi lembra, no entanto, que as notícias empresariais não têm conseguido fazer preço na bolsa diante do desconforto com o cenário macroeconômico. “O cenário deve continuar instável até a aprovação de reformas que possam se contrapor ao furo no teto dos gastos”, afirmou.

Em uma entrevista coletiva no sábado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o pagamento do benefício de 400 reais às famílias mais pobres e disse que a aprovação de reformas propostas pelo governo, como a administrativa e a do Imposto de Renda, compensariam o furo do teto.

No exterior, a temporada de balanços dá o tom das bolsas, que operam em altas antes da divulgação dos resultados das big techs, com Facebook, Google, Microsoft, Apple e Amazon divulgando seus balanços nesta semana. O Nasdaq, índice de tecnologia, sobe 0,59%.

Destaques da bolsa

Com a agenda de resultados no radar, a Ecorodovias lidera as altas do Ibovespa, subindo 6,5%, antes de apresentar seus números do terceiro trimestre, nesta noite. Entre as maiores altas ainda estão os papéis do Inter (BIDI4/BIDI11), que sobem 7,3% após recuarem mais de 20% no acumulado da última semana. Quem também aproveita o pregão de recuperação é a CVC (CVCB3), cujas ações sobem 6,61% após amargarem perdas de 15% na semana passada. 

Ainda entre as maiores altas, as ações da Hypera (HYPE3) sobem 3,68% após a companhia abrir a temporada de balanços do terceiro trimestre na última sexta-feira, 22. No terceiro trimestre, a companhia apresentou lucro líquido de 201,6 milhões de reais, 42% abaixo do mesmo período do ano passado. Por outro lado, a receita líquida cresceu 50% para 1,63 bilhão de reais, superando o consenso da Bloomberg de 1,57 bilhão de reais.

Já a ponta negativa do índice é ocupada pelas exportadoras, que sofrem com a queda do dólar. As maiores quedas são das ações da exportadora de papel e celulose Suzano (SUZB3) recua 2,42%. Na sequência, os frigoríficos BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3), que caem 1,18% e 0,56%, respectivamente.

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