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Ibovespa recua mais de 2% puxado por queda de 4% da Vale

PUBLICADO EM: 30.7.21 | 10H28
ATUALIZAÇÃO: 30.7.21 | 16H51
Queda do minério de ferro derruba ações da companhia em dia de aversão ao risco no mercado

Resumo do investidor

Às 16h: - Ibovespa recua 2,61%, aos 122.398 pontos - Dólar comercial sobe 2,09% e é negociado a 5,19 reais - EUA: Dow Jones cai 0,38%, S&P 500 tem queda de 0,47% e Nasdaq recua 0,68%

Bolsa: Ibovespa avança e caminha para oitava alta em nove pregões

Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa recua mais de 2% nesta sexta-feira, 30, em meio ao cenário de perdas nas bolsas internacionais, com investidores avaliando apertos regulatórios na China, balanços corporativos e a persistente disseminação do coronavírus no mundo. 

Às 16h, o principal índice da B3 cai 2,61%, aos 122.398 pontos. Com isso, a bolsa brasileira caminha para encerrar julho no vermelho, interrompendo a sequência de quatro meses de alta.

Com queda de 4,63%, as ações da Vale (VALE3) exercem a maior pressão negativa para a queda do Ibovespa. A forte desvalorização ocorre após o minério de ferro despencar mais de 7% nas bolsas de commodities asiáticas, tendo como pano de fundo a expectativa de redução da produção de aço na China, com o controle de poluição no país. 

"A política de descarbonização bate de frente com a produção de aço na China, onde parte de suas usinas são antigas e por isso poluem mais", comenta Bruno Lima, analista-chefe de ações do BTG Pactual Digital.

Seguindo a desvalorização da Vale estão as ações da Bradespar (BRAP4). Com participação relevante na mineradora, a holding do Bradesco recua 4,3%, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa. As siderúrgicas, que também são prejudicadas pela queda do minério de ferro, recuam pouco mais de 1%.

Com desvalorização ainda maior estão as ações da Localiza (RENT3), que despencam 6,84%, após a divulgação do resultado trimestral. No segundo trimestre, a companhia registrou lucro líquido de 447,9 milhões de reais, acima das projeções de mercado da Bloomberg, de 414,3 milhões de reais. Por outro lado, a receita ficou 50 milhões de reais abaixo das expectativas de 2,75 bilhões de reais.

A forte desvalorização ocorre após as ações de sua concorrente Movida (MOVI3) ter disparado mais de 8% em reação a seu balanço. Mesmo com a fraqueza de sua concorrente, as ações da Movida recuam 1,75% nesta sessão, enquanto a Unidas (LCAM3), que vinha caminhando para uma fusão com a Localiza, cai 5,61%.

Apenas duas ações das 84 do Ibovespa operam em alta. São elas: Telefônica Brasil (VIVT3) e JBS (JBSS3), com altas respectivas de 1,61% e 1,32%.

O grande destaque de alta está fora do Ibovespa, com as ações da Clear Sale (CLSA3) disparando 14,04% em seu pregão de estreia na B3. A demanda pelos papéis esteve alta já em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), com a companhia conseguindo precificar seus papéis no topo da faixa indicativa, a 25 reais. Hoje, eles já são negociados por mais de 29 reais.

Mercado internacional

Em Nova York, o índice Nasdaq recua 0,68%, após o resultado da Amazon, divulgado na última noite, ter frustrado as expectativas do mercado. No segundo trimestre, a companhia registrou receita líquida de 113 milhões de dólares, abaixo dos 115 milhões de dólares esperados. Esta foi a primeira vez que o resultado veio abaixo do consenso desde o início da pandemia. As ações da companhia caem cerca de 7%.

Na Europa, o Stoxx 600 caiu 0,45%, com investidores avaliando dados econômicos do continente. Divulgado nesta manhã, o PIB da Zona do Euro superou as estimativas de 2%, crescendo 2,2%. Por outro lado, o PIB trimestral da Alemanha avançou apenas 1,5%, abaixo das expectativas de 2%. Já a inflação do bloco europeu veio acima do previsto, com o índice de preço ao consumidor batendo 2,2% no acumulado de 12 meses. O consenso era de 2%.

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