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Ibovespa opera estável com exterior misto; Americanas despenca mais de 9%

PUBLICADO EM: 13.8.21 | 10H34
ATUALIZAÇÃO: 13.8.21 | 16H24
Recuperação da economia brasileira é ofuscada por temporada de balanços; varejistas lideram perdas após resultados

Resumo do investidor

Às 16h: - Ibovespa sobe 0,24%, aos 120.996 pontos; - Dólar comercial recua 0,35% e é negociado a 5,23 reais; - EUA: Dow Jones cai 0,01%, S&P 500 tem alta de 0,07% e Nasdaq recua 0,05%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Painel de cotações da |3 | Foto: Germano Lüders/Exame

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Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

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O Ibovespa opera próximo da estabilidade nesta sexta-feira, 13, acompanhando o tom de cautela das bolsas internacionais, com investidores avaliando balanços e dados macroeconômicos. Às 16h, o principal índice da B3 subia 0,24%, aos 120.996 pontos. Já o dólar comercial recua 0,35%, a 5,23 reais, acompanhando o seu movimento contra outras moedas emergentes. 

Internamente, o mercado ainda digere os dados de atividade econômica divulgados nesta manhã pelo Banco Central. O IBC-Br, conhecido popularmente como "prévia do PIB", subiu mais do que o esperado para o mês de junho, ficando em 1,14% ante expectativa de 0,4%. O número confirma a sólida recuperação já sinalizada por dados do setor de serviços que saíram na véspera.

Apesar dos dados positivos, o setor de varejo, que estaria entre os mais beneficiados pelo aquecimento da economia local, figura entre as maiores quedas da bolsa. Liderando as perdas do Ibovespa, as ações das Americanas (AMER3) despencam mais de 9%, mesmo após seu resultado, apresentado na última noite, superar as estimativas de mercado. No segundo trimestre, a empresa teve lucro líquido de 225 milhões de reais, com sua receita batendo 6,92 bilhões de reais, quase o dobro do esperado, segundo consenso da Bloomberg.

Com a desvalorização de hoje, os papéis da Americanas, que sofre uma crise de desconfiança devido à reestruturação societária, passa a acumular desvalorização de 61% no ano. Os papéis das Lojas Americanas (LAME4) também recuam mais de 8,68%, acumulando queda de 76%.

Outra ação que sofre duras perdas é a da Magazine Luiza (MGLU3), que cai 2,77%, com investidores também reagindo ao balanço trimestral. No segundo trimestre, as vendas totais da companhia cresceram 60% para 13,7 bilhões de reais. O e-commerce, que representou 72% de todas as vendas, cresceu 46%. Ainda maior que a expansão média de vendas digitais de 16,8%, segundo a Neotrust, o ritmo da Magazine Luiza desacelerou em relação ao primeiro trimestre, quando o e-commerce da companhia cresceu 114%.

Na ponta positiva, as ações da Embraer (EMBR3) figuram entre as maiores altas, subindo 6,5%, após a companhia ter apresentado lucro líquido de 43,6 milhões de reais, revertendo o prejuízo de 198,8 milhões de reais do segundo trimestre do ano passado.

As ações da Hering (HGTX3) avançam mais de 5%, após o forte resultado da Soma (SOMA3). Ambas as empresas acertaram um acordo de fusão. No segundo trimestre, a Soma reverteu seu prejuízo de 23,3 milhões de reais e deu lucro líquido de 66,2 milhões de reais. A receita quase triplicou, passando de 188,4 milhões de reais para 506,6 milhões de reais. Fora do Ibovespa, os papéis da Soma disparam 7,22% e lideram as altas do Índice Small Caps.

Também fora do índice, as ações da Kora Saúde (KRSA3) sobem 10,97% em dia de estreia na B3 após IPO. 

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