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Ibovespa recua mais de 1% com temores sobre desaceleração econômica

PUBLICADO EM: 17.8.21 | 10H33
ATUALIZAÇÃO: 17.8.21 | 17H07
Investidores repercutem dados negativos dos EUA e ficam atentos ao cenário fiscal doméstico

Resumo do investidor

Às 16h: - Ibovespa cai 1,63%, aos 117.234 pontos; - Dólar recua 0,28%, sendo negociado a 5,266 reais; - S&P 500 cai 0,85%, Dow Jones recua 1,04% e Nasdaq tem queda de 1,01%.

Painel de cotações da B3 | Foto Germano Lüders/Exame

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, 17, acompanhando o cenário internacional de maior aversão ao risco, após dados econômicos voltarem a sinalizar uma desaceleração da retomada econômica. Por aqui, investidores continuam preocupados com o quadro político e fiscal. Às 16h, o principal índice da B3 cai 1,63%, aos 117.234 pontos. No mercado de câmbio, o dólar recua 0,28%, sendo negociado a 5,266 reais.

Depois da decepção com os indicadores da China no início da semana, foi a vez dos Estados Unidos desapontarem investidores. Divulgadas nesta manhã, as vendas do varejo americano caíram 1,1% em julho ante expectativa de queda de 0,3%. Por lá, ainda saíram os dados de produção industrial, que -- embora tenha crescido 0,9%, acima do esperado para o mês -- não foram suficientes para inverter a direção dos índices americanos, que seguem em movimento de queda. O S&P 500 cai 0,85%, o Dow Jones, 1,04% e o Nasdaq, 1,01%.

Como pano de fundo das negociações também estão as incertezas ligadas ao Oriente Médio, após o Talibã tomar o controle do Afeganistão, e também a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduzir seus estímulos monetários de 120 bilhões de dólares mensais. Sinalizações sobre o início do processo chamado de "tapering" podem aumentar ainda mais as preocupações sobre o nível da retomada econômica. Por outro lado, a inflação americana continua numa crescente.

Internamente, investidores acompanham o andamento de pautas econômicas em Brasília, monitorando os possíveis riscos fiscais. Nesta terça, a Câmara deve votar a reforma do imposto de renda, que pode aumentar a carga tributária sobre as empresas.

Destaques da bolsa

Em um pregão marcado pelo pessimismo, apenas oito  ações das 84 que compõe o Ibovespa operam no positivo. Entre as maiores altas estão os papéis da Yduqs (YDUQ3) e Cemig (CMIG4), reagindo aos balanços do segundo trimestre divulgados ontem à noite.

A Yduqs avança 5,56% após reverter prejuízo e apurar um lucro de 117 milhões de reais no segundo trimestre, um pouco abaixo do consenso da Bloomberg, de 145,5 milhões de reais. 

Já a Cemig avança 2,55%, após a companhia apresentar lucro líquido de 1,95 bilhão de reais, 80% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Sua receita líquida ficou em 7,35 bilhões de reais, acima do consenso da Bloomberg, de 6,27 bilhões de reais.

Em relatório, o analista Luis Sales, da Guide, classificou o resultado da Cemig como positivo, pontuando que o cenário deve se manter favorável para a companhia no curto prazo. "Acreditamos que a Cemig irá atravessar a crise hídrica com poucas dificuldades, visto que a maior parte do seu resultado é proveniente do segmento de distribuição. Como riscos, acreditamos que, além do inerente risco regulatório do setor elétrico, interferências políticas e potenciais consequências negativas relacionadas à CPI da Cemig, que apura possíveis fraudes em contratações sem licitação, devem ser mantidas no radar."

No extremo negativo, estão os papéis da Locaweb (LWSA3), que despencam 7,75%. Já a Embraer (EMBR3), que acumula mais de 120% de alta no ano, cai 7,2%, após o banco de investimento Cowen iniciar a cobertura do papel com recomendação neutra.

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