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Ibovespa sobe com mercado digerindo menor criação de empregos nos EUA

PUBLICADO EM: 8.10.21 | 10H25
ATUALIZAÇÃO: 8.10.21 | 15H49
Payroll abaixo do esperado alimenta esperanças de manutenção de estímulos por mais tempo, mas acende alerta sobre retomada econômica
valuation - B3

Painel de cotações na B3 | Foto: Germano Lüders/EXAME

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

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O Ibovespa sobe 2,61% para 113.457 pontos, às 15h45 desta sexta-feira, 8, com investidores digerindo o relatório de empregos não-agrícolas dos Estados Unidos, o payroll. Considerado o principal dado da economia americana, o payroll revelou a criação de apenas 194.000 postos de trabalho em setembro, enquanto o consenso era de 500.000 novos empregos urbanos.

Com a recuperação mais lenta do mercado de trabalho americano, investidores acreditam que o Federal Reserve (Fed) possa manter sua política de estímulos por mais tempo. Por outro lado, os dados também aumentam o pessimismo sobre o nível da atividade econômica em meio aos crescentes temores sobre estagflação.

O payroll de setembro sequer superou agosto, quando revelou a criação de 366.000 postos de trabalho no país, segundo os dados revisados divulgados hoje. Os dados também contrastam com os do Instituto ADP, divulgados na quarta-feira, 6. Conhecidos como "prévia do payroll", o ADP havia saído acima das expectativas, apontando para 568.000 empregos privados em setembro - chegando a provocar uma reação negativa no mercado. Mas hoje, os dados oficiais apontaram para somente 317.000 novos postos privados de trabalho no mês. Apesar da desaceleração dos na frente de empregos urbanos e privados, a taxa de desemprego americana caiu de 5,2% para 4,8%, enquanto a expectativa era de uma redução para 5,1%.

Em Wall Street, os principais índices de ações oscilam entre leves perdas e quedas, com investidores ainda repercutindo o payroll. Na Europa, o Stoxx 600 reduziu as perdas após os dados americanos, mas fechou em queda de 0,28%.

O que ajuda a dar impulso extra à bolsa brasileira é a alta do minério de ferro, que bateu máxima de um mês na volta do feriado na China, subindo quase 5%. A valorização impulsiona as ações da Vale (VALE3), que possui o maior peso do Ibovespa e contribui para o movimento de alta, avançando 1%. Siderúrgicas, também beneficiadas pela apreciação da commodity, figuram entre as maiores altas, com Usiminas (USIM5) disparando 5,6%, CSN (CSNA3), 4,08% e Gerdau (GGBR4) 1,54%.

Outro alívio entre os investidores locais vem da inflação, que se mostrou mais baixa do que a esperada para o mês de setembro. Divulgado nesta manhã, o Índice de Preço ao Consumidor Amplo, o IPCA,  ficou em 1,16% ante o consenso de 1,25% de alta. No acumulado de 12 meses, o IPCA passou de 9,68% para 10,25% - alto, mas abaixo da inflação estimada de 10,33%.

Para Gustavo Arruda, chefe de pesquisa do BNP Paribas para a América Latina, a inflação brasileira de 12 meses está próxima do pico e deve reduzir para 9% até o fim do ano. Ainda assim, Arruda ressalta que, a despeito da parte de alimentação, os preços de outros setores da economia, como o de serviços, seguem pressionados. "Isso reforça a preocupação sobre a dinâmica de inflação", diz em nota.

Destaques da bolsa

Em dia tomado pelo apetite ao risco na bolsa brasileira, investidores aproveitam para comprar ações que acumularam quedas significativas no ano. Na ponta do Ibovespa, as ações da Cielo (CIEL3) disparam 14%, reduzindo suas perdas para 33% neste ano. Já o Magazine Luiza (MGLU3), com queda de 20% nos últimos 30 dias, sobe mais de8% neste pregão. Outras ações ligadas ao varejo, como Lojas Renner (LREN3), Via (VIIA3), Multiplan (MULT3) e BrMalls (BRML3) sobem mais de 5%.

De fora do Ibovespa, a Grendene (GRND3), das marcas Melissa e Rider, sobe mais de 7%, após formar uma joint venture com a gestora 3G Radar para a distribuição e comercialização de seus produtos no exterior.

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