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Ibovespa sobe puxado pela Vale; Azul lidera alta com possível aquisição

PUBLICADO EM: 26.5.21 | 13H40
ATUALIZAÇÃO: 26.5.21 | 15H46
Investidores ignoram queda do minério de ferro, que acumula desvalorização de mais de 20% desde recorde do início do mês

Resumo do investidor

Às 15h45: - Ibovespa opera em alta de 0,60%, aos 123.721 pontos - Dólar comercial recua 0,44% e é negociado a 5,314 reais - EUA: Dow Jones sobe 0,03%, S&P 500 tem alta de 0,21% e Nasdaq avança 0,63%

Bolsa fundos sacam 31 bilhões em ações

Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/EXAME

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, 26, acompanhando o tom positivo dos mercados internacionais, com investidores alimentando a expectativa de que a inflação da economia americana deve ser apenas temporária. 

Com a melhora no cenário internacional, o principal índice da B3 sobe 0,73% às 14h30, atingindo 123.887 pontos. O dólar acompanha o movimento de alívio no exterior e recua contra o real, caindo 0,5%, a 5,31 reais.

Com a maior participação do Ibovespa, as ações da Vale (VALE3) avançam 2,35% e puxam o índice para cima, com investidores ignorando as recentes quedas do minério de ferro na China. Nesta madrugada, a commodity caiu mais 6% na bolsa de Dalian e encerrou na mínima desde 16 de abril, de acordo com a Reuters.

Desde o recorde batido no início do mês, sua queda supera os 20%, caracterizando uma tendência de baixa para o ativo. A forte depreciação vem ocorrendo em meio às tentativas chinesas para esfriar o preço do metal, que chegou a superar os 200 dólares por tonelada em um movimento considerado pelo governo local e pelo próprio mercado como sendo especulativo.

Ainda assim, a percepção no mercado é de que os preços atuais ainda são atrativos para a Vale.

Na bolsa, os papéis dos setor financeiro também dão sustentação ao Ibovespa, com B3 (B3SA3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC3; BBDC4) subindo mais de 1% após enfrentarem quedas de até 2,5% na véspera. 

As units do BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) avançam 0,81% após o banco informar que estuda realizar mais uma oferta subsequente de ações (follow-on). Seria a terceira operação de captação do BTG em menos de um ano. Já as units do Banco Inter (BIDI11) caem 2,85% em seu primeiro pregão após o desdobramento de ações na proporção de um para 3. Isso significa que cada ação preferencial ou ordinária passou a representar três papéis do mesmo tipo.

Em variação, as altas do índice são lideradas pelas ações da Azul (AZUL4), que avançam mais de 9%, com os rumores de que a empresa pretende comprar as operações da Latam no Brasil. Caso a aquisição seja concluída, a Azul teria 62% de fatia do mercado de voos domésticos. Em fato relevante divulgado nesta semana, a empresa afirmou que se vê como uma das líderes do movimento de consolidação do setor. Os planos da empresa, porém, podem sofrer resistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

"Se [a aquisição] acontecer, seria positivo para o setor inteiro, porque estaria muito mais concentrado e ainda com a demanda sendo retomada", disse Bruno Lima, analista-chefe da EXAME Invest Pro. Na esteira das discussões sobre consolidação do setor, as ações da Gol (GOLL4) sobem 6,10%.

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