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Investidores adotam postura defensiva após payroll e antes de feriado

PUBLICADO EM: 3.9.21 | 10H23
ATUALIZAÇÃO: 3.9.21 | 21H52
Criação de empregos nos EUA fica mais de 60% abaixo do esperado; mercado avalia nível de retomada e possibilidade de manutenção de estímulos
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Painel de cotações da bolsa brasileira, a B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

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Em sessão volátil, o Ibovespa conseguiu virar para o terreno positivo nos minutos finais desta sexta-feira, 3, depois de ter perdido os 116 mil pontos mais cedo. O índice avançou 0,22%, em 116.933 pontos, em meio à postura defensiva de investidores após dados do mercado de trabalho americano e na expectativa pelas manifestações de 7 de setembro.

Na semana, o benchmark da Bolsa brasileira caiu 3,10%, a terceira queda nas últimas quatro. Já no mercado de câmbio, o dólar encerrou praticamente estável (+0,03%), em 5,18 reais, enquanto no acumulado semanal apresentou queda de 0,2%.

No radar do mercado, o presidente Jair Bolsonaro disse, a apoiadores, que os atos do dia 7 de setembro serão um "ultimato" para dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro não apontou a quem se referia, durante seu discurso em cerimônia em Tanhaçu (BA), mas ultimamente ele tem concentrado suas críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do STF.

Mais cedo, a Bolsa repercutiu o relatório de empregos não agrícolas dos Estados Unidos, o Payroll, que revelou a criação de apenas 243.000 postos de trabalho urbanos em agosto, ante a expectativa de 750.000 novas vagas. No país, a taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,2%.

Embora o Payroll sinalize uma recuperação da economia americana mais lenta do que a projetada, os números reforçam a necessidade de manutenção de estímulos por parte do Federal Reserve (Fed).

No mercado americano, o índice Nasdaq, com maior composição de empresas mais dependentes de políticas expansionistas, subiu 0,21%. Já os índices Dow Jones e S&P 500, mais ligados à economia tradicional, encerraram em leves quedas. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em baixa de 0,56%. Além do payroll, os europeus repercutiram dados de atividade econômica mais fracos do que o esperado em todo o continente.

"Há uma atenção para o ritmo de retirada dos estímulos monetários. Com os dados mais fracos, repercute no mercado a possibilidade de manutenção dos estímulos por um período maior. Nesse cenário há uma queda do dólar e o mercado acionário se beneficia da maior liquidez global. Mas é preciso cautela, porque o Fed está em véspera de reduzir a compra de ativos", diz Camila Abdelmalack economista-chefe da Veedha Investimentos.

Destaques

Por aqui, as ações do setor financeiro pesaram negativamente sobre o Ibovespa, com todos os grades bancos no negativo. Com a maior participação no índice, o Itaú (ITUB4) recuou 0,6%, enquanto o Santander (SANB11), com a maior queda, caiu 1,4%.

Na parte de commodities, as ações da PetroRio (PRIO3) acompanharam a desvalorização do petróleo no exterior e registraram perdas de 3,3%. A Petrobras PN (PETR4) encerrou com baixa de 1,0%. Já a Vale (VALE3) apresentou leve alta (+0,07%), impulsionada pela valorização do minério de ferro na Ásia. Sozinha, a empresa será responsável por 14,2% da nova carteira do índice, que passará a valer a partir de segunda-feira, 6.

No extremo positivo, as ações da Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Americanas (LAME4) e Assaí (ASAI3) lideraram as altas do índice, subindo entre 5% e 3%. A Magazine Luiza foi incluída nesta semana na carteira recomendada para setembro do BTG Pactual digital. A decisão considerou os preços mais atrativos dos papéis depois de passarem por forte desvalorização. No ano, MGLU3 registra baixa de 24%.

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