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Ibovespa apaga ganhos com NY e pressionado por blue chips; dólar sobe 1,4%

PUBLICADO EM: 6.4.21 | 9H14
ATUALIZAÇÃO: 6.4.21 | 18H03
Índices americanos fecham no negativo após baterem recordes ontem; Orçamento e pandemia continuam no radar dos investidores locais
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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Beatriz Quesada | Paula Barra

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Quadro geral do dia:

  • Ibovespa recua 0,02%, em 117.498 pontos
  • Dólar comercial cai 1,41% e fecha em 5,60 reais
  • EUA: Dow Jones recua 0,29%, S&P 500 tem baixa de 0,10% e Nasdaq cai 0,05%
  • Índice pan-europeu STOXX600 fecha em alta de 0,70%
  • Rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro americano registra queda de 0,06 p.p., para 1,65%

Após ultrapassar a marca dos 118 mil pontos na máxima do dia, o Ibovespa perdeu força na tarde desta terça-feira, 6, e apagou os ganhos, seguindo a piora do mercado americano e pressionado por blue chips. Entre as maiores contribuições negativas, em pontos, para a Bolsa brasileira, apareceram as ações da Vale (VALE3), que realizaram após disparada na véspera, bancos e Petrobras ON (PETR3), que caiu apesar da alta do petróleo no exterior.

Nos EUA, os índices fecharam em queda depois do S&P 500 e Dow Jones terem renovado recorde histórico ontem, em meio à estímulo e expectativa com recuperação econômica. 

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Por aqui, os investidores ficaram atentos ainda aos avanços em relação ao Orçamento de 2021 e ao cronograma de vacinação no Brasil. O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse que um acordo em torno do Orçamento deve sair até sexta-feira, de acordo com o jornal O Globo

O texto aprovado pelo Congresso tem inconsistências que poderiam levar o presidente Jair Bolsonaro a cometer crime de responsabilidade fiscal caso sancionasse o Orçamento tal como está.

Além disso, há risco para o próprio funcionamento do governo. “A preocupação gira em torno de um possível risco de paralisação da máquina pública se a proposta permanecer da forma atual, com isso o Orçamento passa por novas negociações”, destacou Thayná Vieira, economista da Toro Investimentos.

Os investidores também monitoram o ritmo de vacinação. O presidente Jair Bolsonaro ligou para o presidente da Rússia, Vladmir Putin, para discutir a vacina Spunik V, segundo informou nesta tarde a Secretaria de Comunicação Social do governo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que enviará técnicos ao país para avaliar fábrica e insumos utilizados na produção da vacina.  

Ainda nesta tarde, a Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que permite a compra de vacinas pelo setor privado. A expectativa é que o mérito seja votado amanhã e, uma vez aprovado, seja encaminhado ao Senado.

Ontem, o Brasil ultrapassou a marca de 13 milhões de casos de Covid-19. São 332.752 óbitos e 13.013.601 casos confirmados da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também abordou o assunto e disse, nesta terça-feira, que a segunda onda da pandemia deve afetar negativamente a atividade econômica em março, abril e maio.

Ainda assim, Campos Neto reiterou que a perspectiva para o segundo semestre é favorável, com a expectativa de reabertura da economia. Em evento virtual do banco Itaú, ele destacou que o país "finalmente" atingiu a marca de mais de 1 milhão de vacinados por dia, com perspectivas de aceleração do processo de imunização daqui em diante.

No exterior, os três principais índices americanos -- Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq -- encerraram no vermelho após fortes ganhos na véspera. Ontem, o mercado americano respondeu a dados do mercado de trabalho dos EUA divulgados na última semana, que apresentaram a maior criação mensal de empregos desde agosto do ano passado.

Já as bolsas da Europa, que ficaram fechadas na segunda, registraram alta hoje, repercutindo os dados positivos de EUA e China na volta após o feriado de Páscoa. 

No câmbio, o dólar comercial caiu pela segunda sessão seguida, replicando o movimento observado em relação a outras moedas emergentes.


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Destaques de ações

Lideraram os ganhos do Ibovespa as ações da SulAmérica (SULA11), com ganhos de 4,27%. Analistas do mercado apontaram que o movimento, que foi acompanhado por outros papéis do setor (fora do índice, Porto Seguro saltou 4,13%), ocorre em meio à abertura da curva de juros nas últimas sessões  (uma vez que juros mais altos são benéficos para essas empresas que possuem bastante dinheiro em reserva e podem, com isso, remunerar melhor suas aplicações). Além disso, os investidores ficam atentos também ao IPO da Caixa Seguridade, em busca de evidências se, depois de fortes quedas nos últimos meses, o valuation das empresas do setor listadas em Bolsa ficaram baratos.

Na sequência, apareceu os papéis de Fleury (FLRY3), com alta de 3,90%, e CSN (CSNA3), que avançou 3,62%, puxada pela valorização do minério de ferro. A commodity sobe 1,44% no porto de Qingdao, para 170,90 dólares a tonelada. 

Já a Vale (VALE3), ação com maior peso no índice, fechou em baixa de mais de 1% em dia de ajuste. Ontem, os papéis da companhia dispararam 6%, atingindo nova máxima histórica, em meio à alta da commodity e anúncio de um programa de recompra de ações. 

Outra ação que se destacou entre as maiores altas do índice em variação foi a PetroRio (PRIO3), que acompanhou a valorização do petróleo e avançou em torno de 3%. 

O preço do petróleo WTI e Brent subiram cerca de 1% nesta terça-feira, se recuperando das quedas superiores a 4% ontem com o aumento da produção da commodity por parte países da Opep+ e com a ameaça de uma nova e severa onda da Covid-19. 

A Petrobras (PETR3; PETR4), por sua vez, recuou hoje, descolada do movimento da commodity, depois de ter registrado alta na véspera. 

Já as ações do BTG Pactual (BPAC11), do mesmo grupo controlador da EXAME, que chegaram a avançar mais de 3%, fecharam com leve valorização de 0,17%, após o anúncio de um acordo com a Caixa para comprar as ações ordinárias do  Banco Pan (BPAN4) detidas pela estatal, por um valor de 3,69 bilhões de reais. As ações do Pan, fora do Ibovespa, disparam 14,5%.

Na lanterna do índice figuraram os papéis do Bradesco (BBDC3; BBDC4), que caíram em bloco com outros grandes bancos hoje (Itaú, Bradesco e Santander recuaram mais de 1%), seguidos por BR Distribuidora (BRDT3) e Cosan (CSAN3), que tiveram baixas de perto de 1,5%. 


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