MERCADOS

Ibovespa supera os 125 mil após mais de quatro meses

PUBLICADO EM: 28.5.21 | 13H30
ATUALIZAÇÃO: 28.5.21 | 15H23
Índice de inflação americano não assusta investidores, que seguem animados com dados de recuperação econômica

Resumo do investidor

Às 15h20: - Ibovespa opera em alta de 0,85%, aos 125.417 pontos - Dólar comercial cai 0,72% e é negociado a 5,218 reais - EUA: Dow Jones sobe 0,74%, S&P 500 avança 0,05% e Nasdaq registra alta de 0,75%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Ibovespa sobe nesta sexta-feira, 28, acompanhando o tom positivo do mercado internacional, que segue embalado por dados de forte recuperação da economia americana divulgados na véspera. Às 15h20, o principal índice da B3 subia 0,85% para 125.417 pontos. Esta foi a primeira vez desde o início de janeiro que o Ibovespa superou a marca dos 125.000 pontos. O índice também se aproxima de bater sua máxima histórica de 125.323,53 pontos.

Mais cedo, investidores estiveram atentos à divulgação do índice de preço de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), que subiu 3,6% na comparação anual, em abril. Já o núcleo do PCE anual acelerou de 1,9% para 3,1%. 

Embora tenha ficado levemente acima das expectativas de 2,9%, seus efeitos sobre as perspectivas de inflação foram insuficientes para cessar o bom humor dos investidores.

“O PCE não assustou e isso mostra que estava certa a paciência do Federal Reserve [Fed, banco central americano] em não apertar sua política monetária”, diz Jefferson Laatus, estrategista-chefe e sócio-proprietário do Grupo Laatus. Refletindo o arrefecimento dos temores de inflação, o índice Nasdaq tem o melhor desempenho entre os três principais do mercado americano. Com maior composição de empresas com teses de crescimento, o Nasdaq é o mais sensível às variações de perspectivas de redução de estímulos.

Na bolsa, as ações da Petrobras (PETR3/PETR4) ajudam a puxar a alta do Ibovespa, chegando a subir mais de 5%, em linha com a valorização do petróleo no mercado internacional. Referência para a política de preço da estatal, o petróleo Brent avança pelo sexto pregão consecutivo, acumulando apreciação de quase 5% na semana. 

A melhora de recomendação por parte de analistas do JPMorgan também contribui com a alta da Petrobras. Segundo o banco, o preço-alvo dos papéis estaria em 35,5 reais.

Investidores também têm aumentado suas posições em ações de empresas que mais se beneficiam com a maior circulação de pessoas e a retomada da economia brasileira. Entre elas estão as da CVC (CVCB3) e de empresas de varejo físico, como Marisa (AMAR3), Lojas Renner (LREN3), Hering (HGTX3) e Vivara (VIVA3), que chegam a subir mais de 3%

Entre os destaques de queda também estão as ações da Azul (AZUL4), com queda de quase 4%, com investidores ainda realizando lucros do início da semana, quando os papéis dispararam com os rumores sobre uma possível compra das operações brasileiras da Latam. A GOL (GOLL4), que acompanhou parte do movimento da Azul, também é negociada em queda de mais de 3%.

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Guilherme Guilherme

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