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Ibovespa sobe para 121 mil pontos com alta do PIB chinês e vacinação no Brasil

PUBLICADO EM: 18.1.21 | 9H25
ATUALIZAÇÃO: 18.1.21 | 18H18
Expansão da 2ª maior economia do mundo, mesmo em ano de recessão global, reforça otimismo para 2021; nos EUA, bolsas ficaram fechadas

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O Ibovespa retomou a marca dos 121 mil pontos nesta segunda-feira, 18, impulsionado pelo início da vacinação no país e por dados da economia chinesa, que voltaram a superar as expectativas do mercado. Em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre ações e sem o referencial das bolsas de Wall Street -- fechadas por feriado nos Estados Unidos -- o principal índice da bolsa brasileira subiu 0,74% aos 121.241 pontos.

Ibovespa a 120 mil pontos: saiba o que se pode esperar da bolsa e das principais ações com a EXAME Research

Divulgado na noite de domingo, o PIB da China fechou 2020 com alta de 2,3%, tendo crescido 6,5% no último trimestre. As estimativas eram de crescimento de 2,1% em 2020 e de 6,1% no quarto trimestre.

Também contribuem com o tom positivo os dados de produção industrial da China, que cresceu 7,3% em dezembro contra 6,9% esperado. As vendas do varejo chinês cresceram 4,6% no último mês do ano. A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,58%, com o melhor desempenho do mercado asiático.

“Isso acaba trazendo um bom humor para a bolsa. A demanda chinesa permanece sólida e deve continuar muito forte em 2021. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, que se beneficia com a atividade econômica aquecida do país”, diz Henrique Esteter, analista da Guide.

No mercado americano, os índices futuros oscilam próximos da estabilidade. Embora o mercado de futuros continue aberto, nesta segunda, o pregão à vista está fechado nos Estados Unidos em função do feriado de Martin Luther King. 

Já no mercado brasileiro, as ações da Vale (VALE3) avançam na esteira dos dados da China e ajudam a puxar o Ibovespa para cima por terem grande participação no índice. O destaque positivo do dia ficou com a Weg, que subiu mais de 6% no pregão de hoje.  Confira os principais destaques de ações aqui.

O clima interno de otimismo também se deve ao início da vacinação no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no último domingo o uso emergencial das vacinas do Instituto Butantan/Sinovac e da Fiocruz/AstraZeneca no Brasil. Ainda no fim de semana, as primeiras doses da vacina Coronavac foram aplicadas em São Paulo.

“Esse início da vacinação beneficia não só empresas mais dependentes do fim do isolamento, como a retomada da atividade e as contas públicas, com maior possibilidade não extensão do auxílio emergencial”, afirma Esteter.

No Brasil, o IBC-Br acima do esperado também pesa positivamente. Divulgado nesta manhã, o indicador de atividade econômica do Banco Central apontou para crescimento de 0,59% em novembro ante estimativas de 0,5%. O dado também é conhecido como “prévia do PIB”. Para André Perfeito, economista-chefe da Necton, os dados confirmam a desaceleração da recuperação brasileira. “Conspiram para essa acomodação na atividade o fim dos auxílios aos trabalhadores e empresários num ambiente de falta de dinamismo”, afirma em nota.

Câmbio

O dólar fechou praticamente estável nesta segunda-feira, em leve valorização de 0,009%, encerrando o dia negociado a 5,3047 reais. O dia foi volátil, e a moeda chegou a cair mais de 1% ao longo da tarde com com investidores digerindo informações sobre o início em todo o Brasil da vacinação contra a Covid-19 e repercussões positivas no campo político.

O dólar caiu 1,27%, a 5,2363 reais, por volta de 13h, depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer que não é o momento de discutir um impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, o termo impeachment entrou nas discussões de analistas, o que acabou pressionando mais os mercados locais.

Após bater as mínimas da sessão, as compras reapareceram e o dólar zerou as perdas. Os motivos foram as incertezas que ainda pairam sobre o cenário de vacinação e a situação fiscal do país. Pesquisa XP/Ipespe mostrou avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro, assim como a percepção de sua atuação no combate à crise do coronavírus, pioraram em janeiro.

A escalada da pandemia no país e a queda da popularidade do presidente alimentam no mercado temores de pressão adicional por mais gastos, o que poderia deteriorar ainda mais a já frágil perspectiva para as contas públicas.

"Esperamos que o governo e o Congresso em breve aprovem outra rodada de medidas fiscais para mitigar o impacto social, econômico e de saúde pública de uma preocupante e muito intensa segunda onda de Covid-19", disse o Goldman Sachs em nota.

Com Reuters

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