MERCADOS

Ibovespa vira e fecha em alta antes de feriado

PUBLICADO EM: 12.2.21 | 9H31
ATUALIZAÇÃO: 12.2.21 | 19H22
No início da próxima semana os mercados americano, asiático e brasileiro estarão fechados
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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Após passar a maior parte do dia em terreno negativo, o Ibovespa virou para alta nos últimos minutos do pregão, mesmo com temores rondando o cenário fiscal e com a cautela dos investidores antes do feriado de Carnaval. O índice encerrou o dia em alta de 0,11% aos 119.428 pontos.

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Na bolsa, as ações da Vale (VALE3), que tem 12% de participação no índice, avançaram 0,85% e ajudaram a  levantar o desempenho do Ibovespa. Outro empurrão veio da Petrobras (PETR3;PETR4), que registrou alta de 0,67% e 1,28% respectivamente. 

Entre os grandes bancos, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) são os que tiveram pior desempenho e caíram 0,58%, mesmo após o lucro do quarto trimestre superar as estimativas em balanço divulgado na última noite.

Os investidores passaram o dia em posição defensiva com os feriados da próxima semana se espalhando pelos mercados americano, asiático e brasileiro.  Na segunda-feira, 15, não haverá pregão nos Estados Unidos devido ao Dia do Presidente. Parte do mercado asiático, que comemora o Ano Novo Lunar, também estará fechado no início da próxima semana. Na China, a bolsa só volta a funcionar na próxima quinta-feira, 18.

Por aqui, a bolsa ficará fechada até quarta-feira, 17, quando o pregão irá abrir às 13h. Embora parte do país tenha cancelado o feriado de Carnaval para evitar aglomerações, a B3 manteve o calendário previsto no início do ano, mantendo-se fechada na próxima segunda e terça-feira, 16.

Como nesses dias também não haverá negociação de dólar no país, investidores aproveitaram para se proteger em moeda americana no início do pregão, elevando sua cotação no mercado local. No início da tarde, porém, a moeda passou a cair contra o real, com investidores evitando grandes mudanças de posicionamento antes do feriado. A divisa americana caiu 0,26% contra o real e encerrou o dia negociada a 5,374 reais.

O real ficou para trás em relação a seus pares latino-americanos, numa semana marcada no mercado doméstico por ruídos de ordem fiscal, com mais pressão por volta do auxílio emergencial, o que ofuscou a aprovação da autonomia formal do Banco Central pela Câmara dos Deputados.

O risco de que a renovação do auxílio seja feita furando o teto de gastos é o tema central das análises de câmbio. Na quinta-feira, o Santander Brasil fez expressiva revisão de alta em sua estimativa para o dólar e projetou que o dólar fechará o ano em 5,20 reais. A estimativa anterior era de que a divisa americana encerraria 2021 a 4,60 reais antes.

Ainda sobre o auxílio, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), transmitiram ao governo do presidente Jair Bolsonaro a expectativa de parlamentares de que seja aprovado um auxílio emergencial pelos próximos três ou quatro meses.

Pacheco e Lira também se comprometeram a tocar a agenda econômica, mas deixaram claro que não é uma pauta prioritária. "A prioridade absoluta é a vacina e o auxílio emergencial, e só deixarão de ser prioridades quando a pandemia acabar", disse Pacheco em pronunciamento após o encontro.

As pautas econômicas aguardadas pelo mercado incluem a aprovação de três pontos principais: o orçamento para este ano, as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que podem abrir espaço fiscal, e as reformas, como a administrativa e a tributária.

No cenário interno, o IBC-Br de dezembro trouxe algum ânimo aos investidores. Divulgado nesta manhã, o índice de atividade econômica do Banco Central (também conhecido como “prévia do PIB”) teve alta de 0,64%, superando as estimativas do mercado de 0,5%.

André Perfeito, economista-chefe da Necton, classificou o dado como uma “surpresa positiva”. “O valor veio muito superior ao projetado por nós, que era uma queda de 1,25%. Aparentemente a queda de 6% no varejo em dezembro não fez efeito praticamente nenhum no índice”, comenta em nota.

Com Reuters

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