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Ibovespa vira para alta com ganhos de Vale e bancos; dólar fecha abaixo dos R$5,70

PUBLICADO EM: 2.3.21 | 9H35
ATUALIZAÇÃO: 2.3.21 | 18H36
Declaração da Febraban impulsiona ações do setor bancário, com Itaú e Banco do Brasil subindo mais de 4%
Bolsa fundos sacam 31 bilhões em ações

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O quadro geral do pregão

  • Ibovespa vira para alta e sobe 1,09%, aos 111.539 pontos
  • Dólar encerra o dia em alta de 1,16% contra o real, negociado a 5,666 reais. Na máxima, moeda americana chegou aos 5,7349 reais
  • Destaques de ações em pontos: Vale (VALE3) +3,07%; Itaú (ITUB4+4,04%; Bradesco (BBDC4) +2,70%; Banco do Brasil (BBAS3+3,84%;  Santander (SANB11+3,14%
  • Principais índices americanos fecharam o dia no vermelho. Dow Jones recuou de 0,46%, aos 31.391 pontos, S&P500 teve queda de 0,81% aos 3.870 pontos e Nasdaq caiu 1,69%, aos 13.358 pontos

Após recuar para os 107.000 na mínima do dia, o Ibovespa virou para alta nesta terça-feira, 2, com a alta nas ações da Vale (VALE3), seguindo a valorização do minério de ferro, e também com a recuperação dos papéis dos bancos. O índice oscilou da mínima dos 107.319 pontos (-2,73%) até a máxima dos 112.428 pontos (1,90%). No fechamento, o índice avançou 1,09%, aos 111.539 pontos.

Durante a manhã, o índice caiu com a repercussão negativa sobre o aumento de impostos sobre bancos para compensar a isenção do PIS/Cofins do diesel e gás de cozinha. A bolsa brasileira, porém, amenizou a queda após declaração da Febranban, indicando que a proposta de aumento deve ter carácter temporário, com validade até 31 de dezembro de 2021.

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A confirmação sobre o aumento na taxação veio na última noite, quando a Secretaria-Geral da Presidência informou que o governo editou uma medida provisória e um decreto que aumentam de 20% para 25% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras. 

A isenção de impostos sobre o diesel e gás de cozinha foi uma das maneiras de o governo tentar melhorar a relação com caminhoneiros, que ameaçavam uma nova greve, sem interferir diretamente na política de preços da Petrobras, que anunciou novo reajuste na véspera.

"As medidas paliativas para criar os fundos necessários para financiar o corte de impostos dos derivados de Petróleo foram extremamente mal recebidas pelo mercado. Aumentar impostos num setor oligopolizado - como é o setor bancário - para dar descontos num outro setor oligopolizado - como é o caso do petróleo óleo e gás - não é uma solução agregada correta", afirma em nota André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Segundo o economista, a medida do governo tampouco deve servir para manter o preço do combustível, pelo contrário, deve aumentar ainda mais. "Se o objetivo é segurar ou atenuar o preço dos combustíveis e se estes estão em dólar, logo medidas deste tipo (intervenção ou tributação fora de um contexto mais amplo) fazem os derivados subirem por conta da elevação deste mesmo dólar."

Dólar encosta nos R$5,7

O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, mas encerrou a sessão abaixo de 5,70 reais, patamar superado ao longo do dia em meio a uma forte pressão de compra que levou o Banco Central a vender mais de 2 bilhões de dólares à vista no mercado.

Os negócios sentiram o baque já no começo do pregão da notícia da véspera sobre aumento de tributação a bancos. Conforme o pregão transcorreu, operadores repercutiram rumores sobre flexibilização de regras fiscais, puxando o dólar ainda mais para cima.

A leitura do novo parecer da PEC Emergencial, oficialmente protocolado nesta terça-feira, não confirmou os maiores temores do mercado, o que ajudou a reduzir o ímpeto de subida da moeda.

O senador Marcio Bittar, relator da PEC Emergencial, apresentou um novo texto que deve ser discutido amanhã. Foram retirados do texto a desvinculação dos gastos com saúde e educação e foram mantidos os gatilhos para contenção de gastos no futuro.

Ainda assim, o texto trouxe uma versão mais desidratada da proposta, mantendo no mercado a incerteza sobre aumentos de gastos sem contrapartidas a contento.

O dólar à vista subiu 1,15%, a 5,6662 reais na venda, maior patamar de encerramento desde 3 de novembro do ano passado (5,7609 reais). Na máxima desta sessão, foi a 5,735 reais, alta de 2,37%.

Destaques da bolsa

Refletindo o aumento de impostos no setor, as ações dos grandes bancos abriram em queda, estendendo as perdas da véspera. Os papéis, no entanto, viraram para alta no fim desta manhã e impulsionam a virada do Ibovespa.

Segundo analistas de mercado, o movimento ocorre após declaração mais cedo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de que o aumento do imposto sobre instituições financeiras precisa ser "temporário".

Os papéis de Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) registraram altas de 4,04%, 3,84%, 2,70% e 3,14%.

Entre as ações com maior peso no Ibovespa, os papéis da Vale (VALE3) avançaram 3,07%, seguindo a valorização no preço do minério de ferro, enquanto os da Petrobras (PETR3/PETR4) caíram 0,45% e 0,05%, respectivamente, em linha com a queda do petróleo.

Os preços do petróleo recuaram para o menor nível em duas semanas nesta terça-feira, por expectativas de que os países da Opep+ vão flexibilizar seus cortes de produção em uma reunião marcada para esta semana.

Já as ações da Via Varejo (VVAR3) caíram 0,74% antes de a companhia apresentar seu resultado do quarto trimestre, previsto para esta noite -- na mínima, as ações chegaram a recuar mais de 5%. As varejistas Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Americanas (LAME4) também registraram recuos superiores a 3% ao longo do dia, e encerraram o pregão em baixa de 1,14% e  1,74%,

Com Reuters

 

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