Exame Invest
Mercados

Ano começa com novos recordes no mercado global de ações

PUBLICADO EM: 4.1.21 | 9H03
ATUALIZAÇÃO: 4.1.21 | 9H10
Principais bolsas do mundo seguem próximas de máximas históricas, enquanto commodities, criptomoedas e moedas emergentes endossam "rali de tudo" do início do ano

(Getty Images/EyeEm)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Em mais um sinal de otimismo sobre a recuperação econômica em 2021, as principais bolsas do mundo iniciam o primeiro pregão do ano em alta, levando a um novo recorde o principal índice do mercado global de ações, o MSCI All Country World, que tocou os 650 pontos pela primeira vez nesta segunda-feira, 4. Cerca de 60% do índice é composto por ações do mercado norte americano, enquanto Ásia, Europa e América Latina correspondem, respectivamente, a 18,5%, 17,4% e 1,14%. Oriente Médio e África representam menos de 1% do índice. 

Conheça 10 investimentos recomendados para 2021 com o relatório gratuito do BTG Pactual digital

Por volta das 8h desta segunda, os principais índices futuros dos Estados Unidos, Nasdaq, Dow Jones e S&P 500, avançavam cerca de 0,5%, indicando mais uma abertura em níveis recordes. No mercado asiático, ainda de madrugada, as bolsas da China e da Coreia do Sul fecharam em máximas históricas, embora a do Japão tenha caído, tendo no radar a possibilidade de o governo local decretar estado de emergência para conter o avanço do coronavírus. 

Embora medidas de restrição para frear a segunda onda de covid imponham alguma cautela sobre os investidores, as esperanças de que as vacinas coloquem um fim à maior pandemia em um século mantém investidores otimistas neste início do ano. Esperanças de que bancos centrais e governos deem continuidade aos programas de estímulos nas principais economias do mundo também contribuem com o bom humor, que se expande para além do mercado de ações.

Além das bolsas de valores criptomoedas e commodities, também seguem em níveis historicamente elevados. Depois de a crescente demanda chinesa ter feito o preço do minério de ferro dobrar em 2020, a commodity subiu mais 3,4% nesta segunda, enquanto o petróleo brent tem alta de 1,45% mesmo com um aumento de produção sendo sondado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Nem mesmo o ouro, conhecido por ser um refúgio em períodos de incertezas, escapa do tom positivo e sobe mais de 2% nesta segunda, se aproximando dos 2.000 dólares por onça troy.

No mercado de criptoativos, o bitcoin superou os 34.700 dólares pela primeira ainda no fim de semana. E, embora apresente alguma realização de lucros neste início de semana, a segunda criptomoeda mais negociada do mundo, a ethereum já acumula valorização de 30% no ano. Nesta segunda, a ethereum bateu recorde ao ser negociada a 1.158 dólares. 

Em meio ao “rali de tudo”, quem perde são os ativos considerados defensivos. Na manhã desta segunda, o índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra as principais moedas do mundo, caía 0,5%, batendo o menor patamar desde abril de 2018, em 89,46 pontos. Contra moedas emergentes, a queda do dólar chega próximo de 1%. 

A busca por títulos americanos, considerados os mais seguros do mundo, também diminui neste primeiro dia de negociação do ano. Com variação inversamente proporcional à demanda, o título com vencimento de 10 anos avançava 2,5% nesta manhã. 

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame