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Entre leilões, IRB cai 6%; CSN afunda 8% e só duas ações do Ibovespa sobem

PUBLICADO EM: 29.1.21 | 10H43
ATUALIZAÇÃO: 29.1.21 | 18H32
Confira os principais destaques de ações desta sexta-feira
IRB Brasil

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações da resseguradora IRB Brasil (IRBR3), que abriram no positivo, com alta de mais de 1%, viraram para queda logo nas primeiras negociações do dia. Os papéis, que operaram durante toda a sessão entre leilões, fecharam em queda de 6,13%. Na semana, ainda acumularam valorização de 4,05%. Mais cedo, a B3 informou que, com o objetivo de "assegurar a continuidade dos preços", submeteria a negociação dos ativos a leilões durante o dia.

No comunicado, a Bolsa brasileira acrescentou ainda que, "em momentos de volatilidade, o mecanismo de leilão promove uma melhor formação de preços com base em todas as ofertas de compra e venda disponíveis no mercado, resultando em uma maior proteção aos investidores".

Ontem, os papéis da IRB subiram 18%, após um grupo de investidores brasileiros se reunir nas redes sociais para tentar alavancar os papéis da companhia por meio de uma compra coletiva, inspirados pelo que aconteceu com as ações da varejista de jogos americana GameStop

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O grupo brasileiro tenta replicar o que ocorreu com a varejista de jogos americana, que dispara mais de 920% este mês, em meio à uma onda de compras de investidores pessoas físicas que se organizaram no fórum Wall Street Bets, na rede social Reddit, para buscar desafiar grandes fundos de investimentos que estavam vendidos nos papéis da companhia. O efeito levou investidores tradicionais do mercado financeiro a ultrapassarem perdas de um bilhão de dólares em um único pregão.

Em alerta para grupos de "short squeeze" em redes sociais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disse que está monitorando os movimentos no mercado e as comunicações nas redes sociais -- chegando até mesmo a entrar em alguns dos grupos formados -- e se encontrar indícios de manipulação vai abrir processo sancionador e ainda comunicar o Ministério Público para que se encarregue da parte penal.

Vale e siderúrgicas

Em pontos, as ações da Vale (VALE3) apareceram como a maior contribuição negativa para o Ibovespa nesta sessão. A mineradora recuou 3,29%. Em porcentagem, a siderúrgica CSN (CSNA3) puxou as perdas, com queda de 8,24%. No mesmo setor, Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) caíram 4,89%, 4,32% e 3,92%, respectivamente.

O movimento foi na contramão dos preços do minério de ferro. A commodity negociado no porto chinês de Qingdao fechou em alta de 0,71% hoje, em 158,54 dólares a tonelada.

No radar, a o governo de Minas Gerais informou, em nota, que a Vale apresentou nova proposta de tentativa de acordo para reparação dos danos provocados pela barragem de Brumadinho, mas não informou valores.

Na próxima semana, dia 3, a mineradora divulga seu relatório de produção referente ao quarto trimestre.

Só duas ações sobem; na semana, Cielo lidera ganhos

Com a piora do mercado, só duas das 81 ações do Ibovespa fecharam a sessão no positivo: Braskem (BRKM5), com alta de 1,64%, e Marfrig (MRFG3), com leve valorização de 0,08%.

No ranking da semana, Cielo (CIEL3) liderou os ganhos do índice, com alta de 13,85%, após reportar balanço do quarto trimestre acima das expectativas do mercado. Ainda assim, os analistas do BTG Pactual e Bank of America, que ressaltaram que os números apresentaram melhora significativa em relação aos dois trimestres anteriores, optaram por manter a recomendação neutra para os papéis, por falta de clareza ainda sobre a estrutura societária da companhia.

Do outro lado, os papéis da Bradespar e das siderúgicas CSN, Metalúrgica Gerdau e Gerdau lideraram as perdas, com quedas de 11,80%, 10,54%, 8,71% e  8,32%, respectivamente, depois de fortes ganhos dessas ações nos últimos meses.

BR Distribuidora

A BR Distribuidora (BRDT3) informou que Wilson Ferreira Junior, que renunciou  ao cargo de presidente da Eletrobras (ELET3; ELET6), não terá que cumprir quarentena para assumir como novo CEO da empresa. A deliberação foi tomada após consulta do executivo à Comissão de Ética Pública, que disse não haver conflito de interesse após o exercício do cargo na elétrica.

Ferreira Junior fica na Eletrobras até 5 de março, com sua nomeação na BR Distribuidora sendo esperada para o mesmo mês.

Nesta sessão, as ações da BR Distribuidora caíram 2,27%, mas encerraram a semana como a segunda maior valorização do Ibovespa, com alta de 11,29%.

PetroRio

As ações da PetroRio (PRIO3), que chegaram a subir mais de 4%, viraram para negativo, acompanhando o mau humor do mercado e fecharam em baixa de 1,80%. No radar, a companhia informou que seu conselho aprovou a fixação do preço de seu sua oferta pública subsequente (follow-on) em 69,00 por ação, levantando 2,05 bilhões de reais na operação. Foram emitidas 29,7 milhões de ações da companhia. Como a oferta é primária, os recursos captados irão para o caixa da companhia.

A empresa disse que pretende usar os recursos para antecipar seu cronograma de investimentos orgânicos (campanhas de desenvolvimento dos Campos de Frade, Wahoo, Polvo e Tubarão Martelo), bem como suportar financeiramente novas aquisições.

Os novos papéis vendidos na oferta restrita passarão a ser negociados na B3 na próxima segunda-feira, 01, com a liquidação física e financeira ocorrendo dia 2 de fevereiro.

Estreia na B3

Também na próxima segunda-feira, a Espaçolaser, maior empresa de depilação do Brasil, estreia na B3, depois de ter levantado 2,64 bilhões de reais na oferta. O preço por ação saiu em 17,90 reais, no centro da faixa indicativa. A companhia chega à Bolsa avaliada em 4,35 bilhões de reais.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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