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Kit Biden: as ações e os ativos para turbinar o retorno no novo governo

PUBLICADO EM: 21.1.21 | 9H06
ATUALIZAÇÃO: 21.1.21 | 9H35
Bancos e corretoras recomendam rotação de ações e ativos correlacionados à temática ESG para que investidores possam ampliar potencial de rentabilidade
O presidente dos EUA Joe Biden fala durante a 59ª posse presidencial em Washington, EUA, 20 de janeiro de 2021. Patrick Semansky / Pool via REUTERS

Joe Biden em discurso na posse como novo presidente dos EUA: ativos com pegada ESG devem se valorizar (REUTERS)

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O início do governo de Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos, com controle das duas casas do Congresso, vai exigir um reposicionamento da carteira de ativos para maximizar o potencial de rentabilidade. Algumas das recomendações de analistas já vinham sendo defendidas desde que a vitória foi confirmada, em meados de novembro, enquanto outras só ficaram mais claras com a notícia do controle do Senado, há duas semanas.

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Veja a seguir as recomendações de bancos e corretoras:

Mercados emergentes

A esperada maior previsibilidade nas relações internacionais dos Estados Unidos de Joe Biden deve favorecer os mercados emergentes. Segundo pesquisa feita pelo Goldman Sachs, investidores ao redor do globo acreditam que, com Biden, o mercado chinês deve ter performance superior à media do mercado neste início de ano. Mas para analistas do BTG Pactual Digital, o Brasil também deve ser beneficiado, apesar das divergências entre os presidentes Biden e Jair Bolsonaro. "Existe a expectativa de uma melhor relação dos americanos com os chineses, o que pode estimular a economia global e nos beneficiar indiretamente, dado que somos um dos maiores exportadores de matérias-primas do planeta", afirmam em relatório.

ESG

Em alta no mercado, os investimentos que seguem os parâmetros ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) devem ganhar ainda mais força no governo Biden, segundo analistas da Órama. Entre as promessas de campanha de Biden estavam investimentos em infraestrutura sustentável e em energia limpa, o que pode acelerar, por exemplo, a demanda por geradores de energia solar no país. Foi em cima dessas promessas, inclusive, que as ações de energia limpa dispararam nos Estados Unidos em meio à corrida pela Casa Branca.

"Empresas de energia renovável são as principais beneficiadas de um incremento de gastos em infraestrutura", avalia em nota Patrick Lang, diretor de ações e estratégias globais em ações da Julius Baer. Somente em 2020, os ETFs iShares Global Clean Energy e Invesco Solar tiveram respectivas altas de 140% e 233%. Após a vitória democrata na disputa pelo Senado na Geórgia, que garantiu a soberania do partido nas duas casas legislativas, ambos os ETFs subiram ainda mais, acumulando alta de mais de 10% entre o início e meados de janeiro. Embora não existam empresas do setor litadas no Brasil, o investidor brasileiro pode ter exposição por meio de BDRs.

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Consumo cíclico

O esperado aumento dos pacotes de estímulos fiscais no governo Biden deve beneficiar as bolsas, mas de maneira diferente da observada no último ano. Se em 2020  foram as ações de tecnologia que levara os principais índices americanos a novos recordes, para 2021, as apostas residem em empresas de valor e consumo cíclico. "Mantemos nossa visão otimista sobre setores cíclicos, incluindo small caps, bem como nossa postura de cautela sobre ações defensivas", diz Lang.

Além da Julius Bear, analistas da BlackRock estão confiantes de que a "onda azul" beneficie empresas menores. "Esse resultado provavelmente levará a um novo imposto mínimo global e a uma revisão antitruste mais árdua - o que poderia pesar sobre as empresas farmacêuticas e de gigantes de tecnologia. Já um aumento nos gastos com infraestrutura poderia dar suporte a empresas industriais e de materiais - muitas delas de pequeno porte", afirmam em relatório.

Dólar fraco

Com a esperada de manutenção dos juros americanos próximos de 0% por longo tempo e com o aumento dos estímulos elevando a oferta de dólares no mundo, a expectativa do mercado é de que a moeda americana perca força no mundo. Em pesquisa do Goldman Sachs, investidores apontaram a posição vendida em dólar como uma das favoritas.

Analistas da Amundi também ponderam que o crescimento da dívida americana, impulsionada pelos estímulos, devem alimentar uma maior aversão ao dólar. "Uma relação dívida / PIB crescente pressionará a moeda no médio prazo", afirmam em relatório. Outro aspecto que pode minar o desempenho do dólar nos próximos anos, segundo David Meier, economista da Julius Baer, é uma possível alta dos impostos corporativos, que poderia resultar em saída de investimentos no país.

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