MERCADOS

Lucro das empresas de capital aberto cresce R$ 150 bilhões no 1º tri

PUBLICADO EM: 17.5.21 | 10H12
ATUALIZAÇÃO: 17.5.21 | 12H30
Levantamento feito pela consultoria Economatica para a EXAME Invest considerou os cerca de 270 resultados já divulgados; no mesmo período de 2020, amostra teve prejuízo
Vale

Vale: mineradora teve o maior lucro para um 1º trimestre da história das empresas brasileiras (REUTERS)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Um ano após o início da pandemia, as empresas brasileiras apresentaram forte recuperação em diferentes linhas de negócio. Isso é o que revela o levantamento feito pela consultoria Economática, a pedido da EXAME Invest, com base em cerca de 270 balanços já divulgados relativos ao primeiro trimestre.

O lucro líquido das companhias de capital aberto do país cresceu em 153,160 bilhões de reais no primeiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de 62,912 bilhões de reais do mesmo período do ano passado. Desta vez, o saldo ficou positivo em 90,247 bilhões de reais.

A recuperação se deu principalmente puxado pelo resultado da Petrobras (PETR3, PETR4). No primeiro trimestre do ano passado, a petrolífera havia apresentado perdas de 48,523 bilhões de reais, como resultado de provisões contra os efeitos da pandemia. O cenário que se concretizou, no entanto, foi melhor do que o esperado e, no primeiro trimestre, a companhia teve lucro de 1,167 bilhão de reais.

O resultado foi suficiente para a Petrobras voltar para a lista das 20 empresas mais lucrativas do país, mas ficou bem distante da líder Vale (VALE3). No trimestre, a mineradora teve lucro de 30,564 bilhões de reais. “Esse é o maior lucro para o primeiro trimestre de uma empresa de capital aberto da história”, destaca Einar Rivero, diretor da Economatica

Entre as cinco empresas mais lucrativas também esteve a CSN (CSNA3), com lucro de 5,240 bilhões de reais. Assim como a Vale, seu bom desempenho no trimestre foi impulsionado pelos preços elevados do minério de ferro e do aço. Caso fosse somado com o lucro de 2,363 bilhões de reais da CSN Mineração (CMIN3), sua divisão de mineração que abriu o capital no início do ano, o resultado chegaria a 7,6 bilhões de reais.

Depois do setor de mineração, o que teve o maior lucro no trimestre foi o de energia elétrica, que apresentou ganhos de 11,716 bilhões de reais, 80% a mais do que no do mesmo período do ano passado.

Já em volume de vendas, foi o setor de alimentos e bebidas que teve o melhor desempenho, com receita líquida operacional de 134,887 bilhões de reais, resultado 30,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020.

Prejuízos: comércio e transporte

Por outro lado, o setor de comércio teve o maior número de empresas entre as 20 com os maiores prejuízos do trimestre. Foram cinco ao todo: B2W (BTOW3), Lojas Americanas (LAME4), Natura (NTCO3), Renner (LREN3) e C&A (CEAB3). 

A frente de negócios nos ramos de transportes e serviços ficou logo atrás, com quatro dos 20 maiores prejuízos. Seus representantes foram : Azul (AZUL4), GOL (GOLL4), Hidrovias do Brasil (HBSA3) e CVC (CVCB3). 

A empresa com o maior prejuízo no trimestre, no entanto, foi a Oi (OIBR3), com perdas de 3,504 bilhões de reais. Ainda assim, a companhia, que está em recuperação judicial, conseguiu reduzir seu prejuízo em 2,776 bilhões de reais em relação ao resultado do primeiro trimestre de 2020.

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame