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Messi receberá parte do salário em criptomoedas do PSG, que subiram 145%

PUBLICADO EM: 12.8.21 | 9H02
ATUALIZAÇÃO: 12.8.21 | 15H14
Clube francês anuncia que parte do pagamento de "luvas" ao astro argentino foi feito com tokens PSG, a criptomoeda oficial da equipe

Lionel Messi: argentino recebe token como parte de bônus de assinatura de 30 milhões de dólares | Foto: Antoine Gyori/Getty Images (Corbis via Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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A contratação de Lionel Messi pelo PSG abalou o mundo do futebol e teve impactos até no mercado financeiro. Segundo o clube francês, o astro vai receber parte das luvas - nome dado ao pagamento feito pelo clube ao jogador no momento da assinatura do contrato - com as criptomoedas oficiais do PSG.

Com salário estimado em 41 milhões de dólares por ano, Messi recebeu bônus de mais 30 milhões de dólares como parte da assinatura do contrato. Desse montante, de acordo com comunicado oficial do PSG, Messi recebeu um "grande número de tokens PSG", no que seria a primeira grande contratação do futebol envolvendo pagamentos com criptoativos. "A inclusão dos tokens PSG no pacote de boas-vindas do jogador imediatamente o une a vários fãs do Paris Saint-Germain ao redor do mundo", diz o texto.

Em 2018, o Paris Saint-Germain foi o primeiro grande clube a se juntar à plataforma Socios.com, que emite tokens dos clubes e marcas parceiros que eles chamam de fan tokens. São, na verdade, utility tokens, ou tokens de utilidade, que dão aos seus proprietários o direito de participar de votações sobre o clube, como decidir a cor do ônibus ou o terceiro uniforme da equipe, além de direito a experiências, compra de produtos oficiais, entre outros. Para o clube, é uma poderosa ferramenta de engajamento com os torcedores.

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Atualmente, a plataforma Socios.com tem parceria com vários grandes clubes do futebol mundial, como Barcelona, Juventus, Manchester City, entre vários outros, que já tem as suas criptomoedas próprias. Os brasileiros Corinthians e Atlético Mineiro também têm parceria com a plataforma, e estão na fila de espera para lançar seus fan tokens em breve.

No caso do token do PSG, desde que Messi anunciou a saída do Barcelon, tendo o clube francês como grande favorito para a contratação, a criptomoeda valorizou 150% em apenas quatro dias, passando de 22 dólares na semana passada para mais de 55 no início desta semana. Segundo o clube, foram negociados mais de 1,2 bilhão de dólares em tokens PSG nos últimos dias. No momento, após forte correção, é negociada a cerca de 40 dólares, mas ainda assim com cerca de 145% de alta acumulada nos últimos 30 dias, segundo dados do site CoinMarketCap.

"Abraçar a plataforma Socios.com e os fan tokens PSG se provaram um grande sucesso para o clube. Fomos capazes de engajar com uma nova audiência global, criando um fluxo de receita digital bastante significativo", disse Marc Armstrong, diretor do clube francês.

O interesse de clubes de futebol pelo mercado de criptoativos tem crescido nos últimos meses, inclusive no Brasil. A CBF, por exemplo, lançou seu fan token em uma outra plataforma, e arrecadou mais de 90 milhões de reais em poucos minutos de vendas. Já clubes como Vasco da Gama e Cruzeiro lançaram tokens em blockchain que equivalem a cotas sobre direitos federativos de jogadores formados em suas categorias de base. 

Os fan tokens e as ações relacionadas à tecnologia blockchain, entretanto, não se resumem ao futebol. Grandes marcas do esporte, como o UFC, as equipes de Fórmula 1 McLaren e Aston Martin, a NBA, a MotoGP, entre várias outras, também têm parcerias que visam aumentar o engajamento com os fãs ou gerar novos fluxos de receita com o uso da tecnologia.

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