MERCADOS

Mody's nega impacto de protestos em avaliação de risco

PUBLICADO EM: 4.7.13 | 14H53
"Os fundamentos econômicos e fiscais do Brasil devem ser capazes de suportar o impacto dos protestos no país", destaca relatório divulgado nesta quinta-feira pela agência
imagem do prédio da Moody's

O rating soberano do Brasil tem perspectiva "positiva" na Moody's e no processo de revisão que vai ocorrer este ano, este viés pode ser alterado

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Nova York - As manifestações no Brasil reforçam a percepção negativa dos mercados financeiros em relação ao País, mas não devem ter impacto na avaliação do risco de crédito brasileiro, segundo a Moody's.

"Os fundamentos econômicos e fiscais do Brasil devem ser capazes de suportar o impacto dos protestos no país", destaca um relatório divulgado nesta quinta-feira.

No relatório, a Moody's avalia que os protestos no Brasil "reduzem temporariamente os indicadores de atividade econômica", além de afetar negativamente a percepção dos investidores estrangeiros. "Combinado com um ambiente de financiamento externo rigoroso, esses eventos limitarão ainda mais a perspectiva de crescimento do Brasil para este ano. No entanto, amplas reservas internacionais devem permitir que o país não venha a ter problemas no balanço de pagamentos."

"Os fundamentos econômicos, financeiros e fiscais que apoiam o rating soberano do Brasil permanecerão inalterados contanto que os protestos não produzam um impacto negativo duradouro na estabilidade social ou na perspectiva de crescimento de médio prazo do país", destaca a agência de classificação de risco.

O rating soberano do Brasil tem perspectiva "positiva" na Moody's e no processo de revisão que vai ocorrer este ano, este viés pode ser alterado, destacou a agência em uma entrevista recente ao Broadcast.


A Moody's destaca que, diferentemente dos protestos que têm ocorrido nos países da "Primavera Árabe" ou na Rússia, as manifestações no Brasil não enfocam governantes ou instituições específicas.

Eles pedem melhores serviços e refletem um descontentamento com uma série de questões, todas ligadas ao anseio da classe média em ascensão no país. A Moody's vê os protestos como "parte de uma difícil transição econômica e social" pela qual passa uma economia de mercado emergente com regime político democrático e não autoritário.

Com um ambiente externo se tornando menos favorável, em meio às expectativas de mudanças na política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e preocupações com a China, a Moody's destaca que esse conjunto de eventos limita ainda mais a perspectiva de crescimento para 2013.

Outra consequência das manifestações é que elas também tornarão mais difícil para as autoridades cumprirem suas próprias metas fiscais. "Ainda que o governo tenha comunicado a intenção de minimizar o potencial impacto dos protestos nas contas fiscais, é provável que seja mais fácil falar do que cumprir com esse objetivo", diz a Moody's.

Imagem da Editoria Exame Invest
Exame Solutions

Apresentado por


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame