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Powell, Afeganistão, Camil, Hering e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 17.8.21 | 7H10
ATUALIZAÇÃO: 17.8.21 | 10H06
Aversão ao risco predomina no mercado internacional, com preocupações sobre retomada mais lenta

Jerome Powell: presidente do Federal Reserve fará discurso nesta terça (REUTERS)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O mercado internacional volta a sinalizar um dia negativo para ativos de risco, com as principais bolsas de valores em queda e o dólar em alta na manhã desta terça-feira, 17. No radar de investidores, seguem as preocupações sobre novos casos de coronavírus e seus efeitos na recuperação da economia global, após dados da China terem decepcionado no início da semana.

A crise no Afeganistão, com reflexos da agenda legislativa de Joe Biden, também segue no radar dos investidores.

Nesta terça, será a vez da economia americana divulgar sua produção industrial e vendas do varejo de julho. No mercado, a expectativa é de que o varejo americano, que vinha superaquecido por estímulos fiscais, recue 0,3%, enquanto a produção industrial avance 0,5%. 

Discurso de Powell

Às 14h30, as atenções irão se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Em suas falas, investidores buscarão pistas sobre o início do processo de redução dos estímulos mensais de 120 bilhões de dólares em compra de ativos.

No Brasil, o mercado segue monitorando os riscos fiscais, enquanto avaliam os últimos resultados da temporada de balanços do segundo trimestre. 

Balanços

Na última noite, Yduqs (YDUQ3), Cruzeiro do Sul (CSED3), Cemig (CMG3), Focus Energia (POWE3), Boa Vista (BOAS3) e Mosaico (MOSI3) apresentaram seus respectivos balanços. 

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Mosaico

Com queda de 73% desde seu pregão de estreia, em fevereiro, a Mosaico, das marcas Zoom e Buscapé, tem seu modelo de negócios posto à prova pelo mercado. No segundo trimestre, a empresa teve lucro líquido ajustado de 4 milhões de reais, 71% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Já a receita diminuiu 20% para 47,2 milhões de reais. 

Após a divulgação do resultado, a empresa anunciou troca de comando, com o então CEO Thiago Colares Flores passando o bastão, após 7 anos no cargo, para Maurício Cascão.

Camil

A Camil (CAML3) anunciou na última noite a entrada no mercado de massas com a aquisição da Santa Amália em uma operação de 260 milhões de reais. A Camil ainda assumirá uma dívida de 150 milhões de reais.

“A aquisição representa um importante passo para a diversificação e entrada em novas categorias e expansão geográfica da Camil no Brasil”, afirma a empresa em fato relevante. A operação ainda está sujeita à aprovação do CADE.

Hering

A Hering (HGTX3) informou que encerrou seu programa de recompra de ações após ter adquirido 4,35 milhões de ações. O programa previa a compra de até 5 milhões de papéis. “Atualmente, a companhia possui em tesouraria o montante de 6,79 milhões de ações ordinárias, que  tem por objetivo subsidiar os planos de opção de compra de ações ou outras formas de remuneração baseada em ações”, diz a empresa.

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