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Nem EUA nem China: conheça o novo país para apostas em tecnologia

PUBLICADO EM: 20.7.21 | 7H37
Desenvolvimento de empresas de tecnologia na Índia passa por maior acesso à internet de qualidade; país entrou em foco, após repressões chinesas a companhias do setor

(NurPhoto via Getty Images)

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A semana passada foi um divisor de águas para startups de tecnologia na Índia, quando uma onda recorde de captação de fundos desviou a atenção para o segundo mercado mais populoso do mundo, justo quando investidores começavam a ficar assustados com a repressão às empresas de Internet na China.

O aplicativo de entrega de comida Zomato se tornou o primeiro unicórnio do país a estrear na bolsa ao levantar US$ 1,3 bilhão com o apoio do Morgan Stanley, Tiger Global e Fidelity Investments. A controladora da startup de pagamentos digitais Paytm apresentou um plano de prospecto para o que poderia ser o maior IPO da Índia, de US$ 2,2 bilhões, enquanto a varejista Flipkart Online Services captou US$ 3,6 bilhões com um valuation de US$ 38 bilhões, uma rodada de financiamento recorde para uma startup indiana.

“Os empreendedores indianos vêm construindo startups discretamente há uma década, a infraestrutura de Internet do país melhorou nesse período e há um apetite muito bom por ações de tecnologia em todo o mundo”, disse Hans Tung, sócio-gerente da GGV Capital, com sede no do Vale do Silício, que administra US$ 9,2 bilhões em ativos. “Os investidores estão começando a ver o lado positivo e esperam que a Índia seja uma China.”

A Lenskart, uma varejista online de óculos, também disse na segunda-feira que levantou US$ 220 milhões com investidores, incluindo da Temasek Holdings, de Singapura, e da Falcon Edge Capital. A empresa já havia recebido investimentos anteriormente da KKR e do SoftBank.

Ao contrário da China, onde o uso da Internet é muito mais desenvolvido, muitos dos 625 milhões de usuários da Índia estão apenas começando a entrar no mundo do streaming de vídeo, redes sociais e comércio eletrônico. As oportunidades de compras online são particularmente atraentes, já que o comércio eletrônico representa menos de 3% das transações de varejo. As startups de tecnologia na Índia ainda estão investindo para desenvolver uma cadeia de suprimentos e redes de distribuição.

A população da Índia deve ultrapassar a da China nesta década e o clima agora entre investidores não poderia ser mais diferente sobre as nações vizinhas. A China aumenta o escrutínio de empresas de tecnologia, o que eliminou US$ 800 bilhões em valor de mercado de um pico de fevereiro e encolheu as fortunas de seus empresários mais famosos.

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