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No radar: alerta de bolha na China, balanço da Via Varejo e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 2.3.21 | 7H03
ATUALIZAÇÃO: 2.3.21 | 19H32
Índices futuros americanos recuam, após S&P 500 ter melhor desempenho desde junho

(South China Morning Post via Get)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As principais bolsas iniciaram esta terça-feira, 2, em queda,  com investidores repercutindo as declarações do presidente da Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China, Guo Shuqing, que disse que “bolhas” estão se formando em mercados internacionais. Com o alerta, as bolsas da região fecharam em queda, com destaque para a de Hong Kong, que recuou 1,21%.

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Além das declarações chinesas causarem alguma cautela no Ocidente, os mercados da Europa e dos Estados Unidos seguem atentos ao comportamento dos rendimentos dos títulos públicos. Mas apesar da aparente estabilização, os índices de ações passam por leves quedas nesta manhã, após fortes ganhos do início da semana. No último pregão, o S&P 500 teve seu melhor pregão desde junho.

o Ibovespa, mais uma vez, não conseguiu acompanhar o ritmo do cenário externo positivo e fechou com ligeira alta de 0,38%, com o aumento de impostos sobre bancos ofuscando o mercado internacional positivo.

Imposto sobe bancos

Para compensar a desoneração do PIS/Confis do diesel e gás de cozinha, o governo editou um decreto e uma medida provisória, segundo O Globo, que prevê aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Atualmente em 20%, a alíquota deve subir para 25% até o fim do ano, ainda de acordo com o jornal.

Na última sessão, ações de grandes bancos, como o Itaú (ITUB4) chegaram a cair 3%, com a notícia. A isenção de impostos sobre o diesel foi uma das medidas adotadas para atenuar os ânimos de caminhoneiros, que ameaçavam uma nova greve em caso de alta dos combustíveis.

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Brasília

E Brasília segue em foco. Com os investidores à aprovação da PEC Emergencial, que deve pôr um fim à discussão da renovação do auxílio e gerar algum ajuste fiscal, a possibilidade de o texto ser adiado no Senado pode ser mal vista pelo mercado. Segundo o Valor, pressões para desidratação da proposta podem atrasar o andamento da PEC, prevista para ser votada nesta quarta-feira, 3, na casa.

Guedes alivia

Nesta manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes disse que a relação do governo com o Congresso tem sido “muito boa” e disse acreditar na aprovação de reformas. O economista também voltou a pressionar em prol da privatização da Eletrobras. Segundo ele, sem a privatização, “haverá apagão em 15 anos”. 

Via Varejo

Na agenda corporativa, a Via Varejo (VVAR3) irá apresentar o balanço do quarto trimestre após o pregão desta terça, sendo a primeira entre as três maiores empresas do setor a reportar resultado. A expectativa, segundo consenso de mercado da Bloomberg, é de que a empresa tenha tido lucro líquido de 111,7 milhões de reais, com a receita líquida batendo 9,3 bilhões de reais.

Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Americanas (LAME4) apresentam seus balanços na próxima quarta, 3, e quinta-feira, 4, respectivamente.

Fed girls

No período da tarde, as atenções do mercado deve estar com as declarações de duas membras do Federal Reserve, Mary Daly e Lael Brainard, que deve dar mais detalhes de como o banco central americano tem visto a possibilidade de aceleração de inflação e a alta dos rendimentos dos títulos.

Em entrevista recente ao The Wall Street Journal, o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, defendeu que tanto a alta da inflação quanto dos rendimentos é algo natural, dada a melhor perspectiva econômica, e que não há o que se preocupar. Mas o mercado segue desconfiado.

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Guilherme Guilherme

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