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No radar: Tensão com perdas de bancos, Orçamento e o que move os mercados

PUBLICADO EM: 29.3.21 | 7H29
ATUALIZAÇÃO: 29.3.21 | 14H58
Desbloqueio do canal de Suez e novo pacote de Biden também estão sob os holofotes dos investidores
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As bolsas globais operam mistas nesta segunda-feira, 29, atentas às possíveis consequências do caso Archegos Capital para as ações de bancos. 

Após as fortes altas da última sexta-feira, os índices futuros americanos operam em queda e as bolsas europeias reduzem os ganhos com as revelações de que o fundo hedge Archegos Capita está por trás de uma onda de 20 bilhões de dólares em liquidações na última sexta-feira, 26. 

O movimento pode gerar perdas significativas para os bancos com posições no fundo de hedge. Dois deles, o Credit Suisse e o japonês Nomura, despencam mais de 16% na bolsa após informarem possíveis “altas perdas” causadas pelo fundo. 

No Brasil, as atenções estão voltadas para Brasília, com investidores atentos aos próximos passos relacionados ao Orçamento "fictício" aprovado pelo Congresso na última semana, com cerca de 35 bilhões de reais em despesas subestimadas para que isso abra caminho para o aumento de emendas parlamentares.

Investidores também repercutem a notícia de que o Ever Given, o navio encalhado no canal de Suez, está flutuando parcialmente, o que deve facilitar a desobstrução da passagem. A crise no transporte marítimo já dura seis dias e pode afetar a cadeia de abastecimento global.

O mercado também mantém no radar um novo programa de estímulos do presidente Joe Biden, desta vez relacionado à infraestrutura, que deve ser lançado nos Estados Unidos ainda esta semana.

Veja abaixo os principais fatos que podem movimentar os mercados nesta segunda-feira:

Risco fiscal pressiona dólar e juros

O Orçamento de 2021 foi aprovado com meses de atraso pelo Congresso na última semana subestimando cerca de R$ 37 bilhões em despesas. Caberá ao governo enviar outro projeto para corrigir a "distorção" ou que o Tribunal de Contas da União (TCU) questione a legalidade do Orçamento aprovado.

Para o mercado e os investidores que já estavam preocupados com o risco fiscal, o novo elemento de incertezas se reflete principalmente na apreciação do dólar – que fechou a R$ 5,74 na sexta-feira – e no aumento dos juros futuros.

Oi apresenta balanço

Antes da abertura de mercado, a Oi (OIBR3, OIBR4) divulga seu resultado do último trimestre de 2020, e realiza a teleconferência de resultados com analistas e investidores às 12h. A empresa, em recuperação judicial desde 2016 (data do pedido), tem apostado em reforçar o negócio de fibra óptica, sua nova área de atuação.

Cemig avalia vender Taesa

A estatal mineira Cemig declarou na última sexta-feira que iniciou processo para avaliar a venda de sua participação na transmissora de energia elétrica Taesa, na qual atua como um dos acionistas controladores.

O modelo e a estrutura do potencial negócio serão submetidos à apreciação do conselho de administração quando forem finalizadas, acrescentou a elétrica, sem projetar quando isso poderia ocorrer.

Com ações negociadas na bolsa paulista B3, a Taesa tem atualmente um valor de mercado de cerca de 12,7 bilhões de reais, segundo informações do Refinitiv Eikon.

Eletrobras tem nova renúncia

A Eletrobras informou nesta sexta-feira que o conselheiro Ricardo Brandão apresentou carta de renúncia e deixará o cargo a partir de 1° de abril. Foi a segunda baixa no conselho na semana, após Mauro Cunha ter deixado o colegiado após a escolha de Rodrigo Limp para o cargo de CEO da companhia.

Cunha disse entender que "houve quebra irremediável de confiança no processo de governança" durante a nomeação porque o novo presidente não recebeu aval de uma consultoria contratada pela companhia para apoiar a seleção.

Limp, que é secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, foi indicado ao posto pelo governo. Ele deve primeiro ser nomeado para um cargo no conselho, para depois ser formalmente conduzido à presidência da empresa.

Focus

O Banco Central divulga, às 8h25, o relatório Focus com as expectativas do mercado financeiro para indicadores como PIB, câmbio, inflação e juros. Na pesquisa da semana passada, economistas elevaram as estimativas para o IPCA em 2021 de 4,60% para 4,71%.

*Com Reuters


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