MERCADOS

No radar: Copom, posse de Biden e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 20.1.21 | 7H01
ATUALIZAÇÃO: 20.1.21 | 9H52
Mercado internacional segue em tom de otimismo na expectativa de mais estímulos nos EUA

(REUTERS)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Os índices futuros americanos avançam nesta quarta-feira, 20, em meio à expectativa de mais estímulos com a chegada de Joe Biden à presidência. O movimento, seguido pela Europa, é continuidade do iniciado na véspera, quando os índices americanos Nasdaq e S&P 500 fecharam com respectivos ganhos de 1,53% e 0,81%. Já o Ibovespa, vem de perdas de 0,5%, com temores fiscais e com problemas logísticos para a entrega da vacina pesando no cenário local. No ano, contudo, o índice acumula alta de 1,36%.

No mercado asiático, o banco central injetou 278 bilhões de yuanes (cerca de 43 bilhões de dólares), o que ajudou a sustentar a alta de 1,46% na bolsa de Xangai. Em Dalian, o minério de ferro se valorizou, com temores de que um ciclone na Austrália provoque redução da oferta. O petróleo se aprecia pelo segundo dia seguido.

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Biden assume

Joe Biden irá assumir a presidência dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 20, em cerimônia programada para durar quase o dia todo, encerrando apenas à noite. Para o mercado, a posse de Biden é vista como um prenúncio de mais estímulos na maior economia do mundo.

Na véspera, Janet Yellen, a indicada para assumir o cargo de secretária do Tesouro, participou de sabatina no Senado, onde falou sobre a necessidade de mais estímulos, na tentativa de convencer republicanos a apoiar o pacote de 1,9 trilhão de dólares apresentado por Biden na última semana. 

Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) fará nesta quarta sua primeira decisão sobre a taxa de juros Selic do ano. A ampla expectativa é de manutenção da atual taxa de 2% ao ano. No entanto, dados de inflação acima dos esperados têm feito crescer as pressões para que uma elevação de juros seja feita em um horizonte próximo. Na bolsa, as apostas apontam que essa alta dos juros deve ocorrer até julho.

Embora o mercado acredite que os juros se manterão inalterados nesta reunião, as atenções devem estar voltadas para o comunicado posterior à decisão. Para parte dos investidores, deve ser retirado o forward guidance, que praticamente deu a garantia de que os juros permaneceriam baixos nos últimos meses.

Light

A empresa de energia Light definiu que o preço por ação cobrado em sua oferta subsequente de ações (follow-on, em inglês) será de 20 reais. O valor representa um desconto de 7,36% em relação ao preço em que suas ações fecharam no último pregão (21,59 reais). Com isso, o volume de recursos levantados com a operação deve girar em torno de 2,7 bilhões de reais. Metade do montante será destinado à Cemig, que está se desfazendo de sua posição na Light, enquanto a outra metade ficará com a própria empresa. 

Jack Ma dá as caras

Fora dos holofotes desde que a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Ant Group - que seria a maior da história - foi barrado por autoridades regulatórias da China, o bilionário chinês Jack Ma apareceu, em vídeo, caminhando em uma escola primária de sua terra natal Hangzhou. Ma também falou em um evento realizado anualmente para reconhecer professores da área rural. Embora não tenha dado pistas de seus últimos paradeiros, a aparição foi suficiente para impulsionar as ações do Alibaba, que disparam mais de 8% em Hong Kong. 

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Guilherme Guilherme

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