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No radar: inflação dos EUA, setor de serviços e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 12.5.21 | 7H07
ATUALIZAÇÃO: 12.5.21 | 8H02
Bolsas caem no exterior em meio a preocupações sobre alta de preços nos Estados Unidos, inflação anual de abril deve ficar em 3,6% no país

Dólar (Bloomberg via Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Os principais índices do mercado internacional recuam nesta quarta-feira, 12, pelo terceiro dia consecutivo, com investidores à espera dos dados da inflação americana

Prevista para as 9h30, a divulgação do índice de preço ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) deve dar o tom aos negócios do dia. A expectativa é de que a inflação desacelere para 0,2% de alta mensal em abril contra os 0,6% de março, quando o mercado de trabalho americano teve seu melhor mês desde o repique do início da pandemia. 

Por outro lado, o CPI deve ficar em 3,6% na comparação anual, bem acima da meta de inflação pré-pandemia de 2%. A forte alta, porém, tem como base comparativa a deflação de 0,8% de abril, quando a economia ainda sofria os primeiros impactos da pandemia.

Com temores de que a inflação acelere e obrigue o Federal Reserve a subir os juros antes do previsto, investidores vêm se desfazendo de ações de empresas de com teses de crescimento e múltiplos elevados, como é, de forma geral, o caso das techs.  

Nesta quarta, o índice Nasdaq, com maior concentração de companhias do setor, voltou a ter o pior desempenho no mercado de futuros americanos, recuando 0,6% nesta manhã. Desde o início do mês, sua queda acumulada ultrapassa os 4%, enquanto o S&P 500, mais pulverizado, caiu apenas 0,7% no mesmo período.

Caso os CPI saiam acima das expectativas, investidores devem aumentar ainda mais as vendas de ações de tecnologia ao passo que migram para a “velha economia”.

Minério de ferro

No Brasil, movimento semelhante vem ocorrendo, as ações como as da Totvs (TOTS3) e Locaweb (LWSA3) figurando entre as maiores quedas dos últimos pregões. No entanto, os papéis da Vale (VALE3) têm salvado o Ibovespa, impulsionados pela alta do minério de ferro.

E apesar do temor internacional com a inflação, o quadro pode voltar a se repetir, tendo em vista que o minério, mais uma vez, fechou em alta na China nesta quarta. De acordo com a Reuters, o contrato de minério de ferro mais negociado em Dalian subiu mais 2,9%. 

Apesar das sequência de valorização do minério de ferro, crescem as pressões para que o governo chinês intervenha no preço, que analistas do mercado internacional já afirmam estar além do que a lei de oferta e demanda sugere.

Serviços

No Brasil, o principal dado do dia será o de crescimento do setor de serviços, divulgado pelo IBGE. O mais afetado pelas medidas de isolamento, o setor deve apresentar uma queda mensal de 3,2% em março. A comparação anual, no entanto, deve sugerir que o pior já ficou para trás, com alta esperada de 3,4%. Em fevereiro, a alta foi de 3,7%.

Balanços

Em mais um dia de agenda de balanços recheada, mais de 20 empresas irção divulgar resultados hoje, são elas: Equatorial (EQTL3), Aeris (AERI3), Aliansce Sonae (ALSO3), Ambipar (AMBP3 BZ), Banrisul (BRSR6), BRF (BRFS3), EDP Energias do Brasil (ENBR3), Eletrobras (ELET3), Enauta (ENAT3), Eneva (ENEV3), Fras-le (FRAS4), Guararapes (GUAR3), Hapvida (HAPV3), Hering (HGTX3), JBS (JBSS3), Locaweb (LWSA3), Moura Dubeux (MDNE3), MRV (MRVE3), Oi (OIBR4), SLC Agricola (SLCE3), Suzano (SUZB3), Valid (VLID3), Via (VVAR3), Yduqs (YUDQ3) e Natura (NTCO3).

Via (ex-Via Varejo)

Um dos mais aguardados, até pela quantidade de pessoas físicas no papel, é o resultado da Via. De acordo com o consenso de mercado da Bloomberg, a empresa teve reportar receita líquida de 7,17 bilhões de reais e ebitda ajustado de 560,8 milhões de reais. Para o lucro líquido, a expectativa é de forte alta de 680% em relação aos 13 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Na bolsa, suas ações, associadas ao e-commerce, vêm sofrendo duras baixas com a recente aversão ao setor de tecnologia e com a rotação de carteira para companhias que se beneficiam do relaxamento das restrições pela pandemia. No ano, os papéis da Via acumulam queda de 25%.

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Guilherme Guilherme

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