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No radar: PEC Emergencial, PIB, prévia do desemprego e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 3.3.21 | 7H05
ATUALIZAÇÃO: 3.3.21 | 8H10
Bolsas estrangeiras avançam em dia de agenda cheia; temporada de balanços segue quente e Via Varejo supera estimativas para o 4º tri
Plenário do Senado durante reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal para o segundo biênio da 56º Legislatura. A eleição ocorre de forma presencial, seguindo as medidas de segurança contra a covid-19, e obedecendo o Regimento Interno da Casa, que prevê a votação por meio de cédulas em papel inseridas em envelope. Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) chega ao plenário e conversa com parlamentares. Ele é um dos candidatos. Participam: senador Esperidião Amin (PP-SC); senador Marcos Rogério (DEM-RO). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

(Marcos Oliveira/Ag�ia Senado)

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As principais bolsas da Europa avançam nesta quarta-feira, 3, pelo terceiro dia consecutivo, com o alívio de algumas medidas restritivas na Alemanha, onde a média móvel de novos casos de covid-19 já está em menos da metade do pico da doença. No Reino Unido, a expectativa é pela aprovação do orçamento, que deve prever medidas de apoio econômico.

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Nos Estados Unidos, os índices futuros voltam a subir, após uma sessão de realização de lucros. Por lá, investidores seguem atentos à evolução dos rendimentos dos títulos de 10 anos, que vem se estabilizando após superar 1,6% na última semana. 

Já o mercado brasileiro, que perdeu e retomou a marca dos 110.000 pontos do Ibovespa no último pregão, pode buscar alguma recuperação com ajuda do cenário internacional. Mas isso deve depender do andamento da PEC Emergencial no Senado.

PEC Emergencial

Prevista para ser votada hoje no Senado, a PEC Emergencial inclui medidas para o controle de gastos e abre espaço para a renovação do auxílio. Embora bastante aguardada pelos investidores, a PEC ainda está sujeita a alterações, que se forem no sentido de conter menos gastos e liberar mais pode ter repercussão negativa no mercado, que teme um descontrole fiscal no país.

PIB

Além dos desdobramentos políticos, a agitada agenda econômica do dia também deve estar no foco. No Brasil, o principal dado será a divulgação do PIB do quarto trimestre, para qual a expectativa é de crescimento de 2,8% na comparação trimestral e de queda anual de 1,6%. No terceiro trimestre, a economia brasileira teve alta de 7,7%, se recuperando do tombo de mais de 10% dos dois primeiros trimestres do ano.

Prévia do desemprego americano

Nos Estados Unidos, o Instituto ADP irá divulgar a variação dos empregos privados. Conhecidos como “prévia do payroll” - o relatório oficial de desemprego - os dados do ADP devem revelar, segundo estimativas do mercado, a criação de 177.000 postos de trabalho em fevereiro. 

Embora o número seja 3.000 a mais do que o registrado no mês anterior, o ritmo da recuperação do mercado de trabalho americano desacelerou em relação ao segundo semestre do ano passado. Entre os fatores para a queda do ritmo está a redução dos auxílios, que podem voltar com força com a aprovação do pacote de 1,9 trilhão de dólares pelo Senado americano. 

PMIs

Na agenda do dia, também estão os índices de gerente de compras (PMIs) das principais economias. Embora o PMI composto e de serviços tenha apontado para alguma desaceleração na China, na Europa os indicadores saíram mais fortes do que no mês anterior, superando as expectativas.

O destaque ficou com o PMI composto da Zona do Euro, que ficou em 48,8 pontos. Ainda que abaixo da linha dos 50 pontos que delimita a expansão da contração da atividade, o mercado esperava por um número ainda menor, de 48,1 pontos. Na França o PMI de serviços ficou 2 pontos acima do esperado e o composto, 1,8 ponto. Ainda pela manhã, serão divulgados os PMIs do Brasil e dos Estados Unidos.

Via Varejo

Dona das marcas Casas Bahia e PontoFrio, a Via Varejo (VVAR3) registrou lucro líquido de 336 milhões de reais em balanço do quarto trimestre divulgado na última noite, superando a mediana das estimativas colhidas pela Bloomberg, que era de 111,7 milhões de reais. No ano, o lucro líquido foi de 1 bilhão de reais contra prejuízo de 1,4 bilhão de reais em 2019.

Balanços

Nesta quarta, será a vez de Hering (HGTX3), Taesa (TAEE11), Iochpe-Maxion (MYPK3) e Omega (OMGE3) divulgarem seus balanços do quarto trimestre. Somente o da Omega está previsto para antes do início do pregão.

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