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No radar: Ibovespa em 2º mês de queda, dólar volátil e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 26.2.21 | 7H02
ATUALIZAÇÃO: 26.2.21 | 10H57
Mercado internacional tem leve recuperação após vendas em massa desencadeada por cautela sobre inflação americana
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As bolsas internacionais avançam nesta sexta-feira, 26, se recuperando das perdas do dia anterior, quando temores sobre a inflação americana derrubou em mais de 2% o principal índice dos Estados Unidos, o S&P 500, e em mais de 3% o Nasdaq. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o cenário externo e caiu 2,95%, chegando à sua menor pontuação desde o início de dezembro.

Apesar do clima mais ameno no exterior, o mercado brasileiro deve ter um dia agitado, com investidores reagindo aos balanços corporativos de algumas das principais empresas da bolsa, como Vale (VALE3), BRF (BRFS3) e Localiza (RENT3), que divulgaram seus resultados na última noite. 

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Na lanterna do mundo

Mas mesmo que os últimos resultados tenham gerado algum otimismo, o Ibovespa deve fechar o mês de fevereiro no vermelho, a menos que suba 2,5% ou mais neste pregão. Caso isso não ocorra, será o segundo mês consecutivo de perdas. 

No ano, o índice acumula queda de 5,68% - a pior performance entre os índices acionários do mundo em 2021. No período, além das incertezas fiscais, a interferência do governo em estatais pesou sobre o mercado local. 

Briga da ptax

Para o mercado de câmbio, é esperada uma volatilidade acima do normal, tendo em vista a “briga da ptax” de fim de mês, em que os vendidos em dólar tentam derrubar o preço da moeda e os comprados, apreciá-la. Colhida pelo Banco Central por meio de consultas ao mercado, a ptax do último dia do mês serve como referência para contratos de dólar do mês seguinte. 

Agenda do dia

Em dia sem grandes indicadores nos Estados Unidos, o principal dado econômico ficará a cargo da taxa de desemprego brasileira de dezembro, prevista para ser divulgada às 9h pelo IBGE. A estimativa é de leve queda de 14,1% para 14%. 

Balanços

Vale

Em balanço divulgado na última noite, a mineradora registrou lucro líquido de 4,825 bilhões de reais, revertendo o prejuízo de 6,408 bilhões de reais do mesmo período de 2019. Já sua receita de vendas líquidas atingiu 78,938 bilhões de reais, 20 bilhões a mais do que o apresentado no trimestre anterior e quase o dobro da receita do quarto trimestre de 2019. 

BRF

Maior produtora de carne de frango do país, a BRF, das marcas Sadia e Perdigão, teve lucro de 902 milhões de reais no quarto trimestre, representando um crescimento anual de 32,6%. Sua receita líquida cresceu 23,5% e bateu 11,474 bilhões de reais, superando as estimativas de 10,94 bilhões de receita.

Localiza

Apesar dos efeitos da pandemia, o lucro líquido da Localiza cresceu 75,9% na comparação anual e fechou o quarto trimestre em 401,8 milhões de reais, ficando acima dos 355,8 milhões de reais esperados, segundo a mediana das expectativas colhidas pela Bloomberg.

Outros balanços

Minerva (BEEF3), Fleury (FLRY3) e Burger King Brasil (BKBR3) também apresentaram seus resultados do quarto trimestre na última noite. Para esta sexta, está prevista a divulgação do balanço da Hypera (HYPE3), após o encerramento do pregão.

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Guilherme Guilherme

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