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NotreDame e Hapvida disparam até 27% com possível fusão; CSN sobe 22% e lidera ganhos na semana

PUBLICADO EM: 8.1.21 | 10H25
ATUALIZAÇÃO: 8.1.21 | 18H33
Confira os principais destaques de ações desta sexta-feira
NotreDame Intermédica

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações da NotreDame Intermédica (GNDI3) e Hapvida (HAPV3) fecharam com ganhos de 26,59% e 17,68%, respectivamente, figurando como as maiores altas do Ibovespa. Na máxima do dia, subiram 32,15% e 27,49%.

O movimento foi desencadeado por uma notícia publicada no início desta tarde pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, sobre possível operação. Na sequência, a Hapvida confirmou, por meio de fato relevante divulgado ao mercado, que entregou proposta não vinculante para potencial fusão com a NotreDame Intermédica.

Se consumada a fusão, os acionistas da Hapvida passariam a deter 53,1% dos negócios combinados, enquanto os da NotreDame Intermédica teriam 46,9%.  A relação de troca está sujeita a ajustes.

A proposta, apresentada aos membros do conselho de administração da NotreDame, prevê ainda a expansão do conselho de administração da companhia, que passaria a contar com nove membros, sendo dois indicados pela NotreDame, cinco indicados pelos acionistas da companhia. O atual CEO da NotreDame seria mantido em posição estratégica na companhia resultado, após a combinação de negócios.

A Hapvida oferecerá ainda aos executivos da NotreDame pacote de incentivos de longo prazo baseados em ações.

A potencial transação está sujeita à aprovação pelos órgãos de administração e pelas bases acionárias das duas companhias, bem como às aprovações regulatórias aplicáveis, diz o fato relevante.

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Veja abaixo outros destaques de ações deste pregão:

Vale e siderúrgicas 

As ações da Vale (VALE3) tiveram dia de realização de lucros e caíram 1,68%, depois de subirem por cinco pregões seguidos. O movimento ocorreu apesar da alta do minério hoje. Ontem, os papéis da mineradora superaram pela primeira vez na história a marca dos 102 reais. No acumulado semanal, as ações da Vale subiram 16,64%, na sua nona alta nas últimas dez semanas.

No mesmo sentido, as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e Usiminas (USIM5) recuaram 1,49%, 1,68% e 0,48%, respectivamente. A exceção foi CSN (CSNA3), que virou para o positivo e fechou com valorização de 0,60%. Na semana, a ação da CSN liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 21,70%, seguida por Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, e Gerdau, com valorizações de 20,50% e 19,02%, nesta ordem.

Nesta sexta, o minério de ferro negociada no porto chinês de Qingdao subiu 0,8%, sendo cotada em 173,06 dólares a tonelada, na sua sexta sessão consecutiva de ganhos.

Em relatório divulgado nesta sexta, analistas do BTG Pactual comentam que, apesar do forte rali nos últimos dias, na visão deles, os fundamentos da tese de investimento nas ações da Vale não mudaram. Pelo contrário, melhoraram na margem, dizem.

"Nos últimos dias, o câmbio subiu, com preços minério ainda nas alturas (acima de 160 dólares a tonelada). E o que impressiona é que mesmo após toda a alta, o papel está negociando a 3,6 vezes o Ebitda, gerando um dividend yield (dividendos/preço da ação) de 12%, com risco de revisão para cima nos números da companhia, com o consenso ainda precisando também os ajustar números da empresa", comentam.

Eles apontam ainda que os resultados de Vale do 4º trimestre do ano passado e 1º trimestre deste ano devem vir muito fortes, o que deve ajudar a suportar movimento do papel.

"Estamos batendo na tecla de que momento é de alocação no setor há um tempo, e o cenário tem corroborado isso: câmbio depreciado; potencial pacote de infraestrutura com Onda Azul nos Estados Unidos, o que também ajuda; China com Produto Interno Bruto (PIB) forte e call de reabertura das economias devendo demorar, com 2ª onda do coronavírus, o que favorece a alocação aqui", comentam.

Os analistas seguem com preferência para Vale no setor de matériais básicos, mas continuam a ver como compra também Gerdau (GGBR4), Suzano (SUZB5) e Usiminas (USIM5).

Petrobras

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em queda de 0,19%, enquanto as preferenciais subiram 0,39%, na sua décima alta consecutiva, mas em movimento bem mais ameno do que os preços do petróleo. Os contratos do petróleo Brent, negociados em Londres e usados como referência pela estatal, avançaram 3,44%, cotados em 56,25 dólares o barril.

Na semana, as ações da estatal acumularam valorização de quase 10%, na nona semana de ganhos nas últimas dez.

Ainda no radar, a Petrobras informou que registrou recordes na sua produção anual de óleo e na sua produção anual total (óleo e gás natural) de, respectivamente, 2,28 milhões de barris por dia (bpd) de óleo e 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Os recordes anteriores ocorreram em 2015 e foram de 2,23 milhões de bpd de óleo e 2,79 milhões de boed.

Segundo a companhia, os atuais recordes de produção estão suportados em uma carteira de ativos com maior valor. A produção no pré-sal totalizou 1,86 milhão de boed em 2020, representando 66% da produção total da Petrobras. Em 2015, essa produção no pré-sal correspondia a 24% da produção total da Petrobras.

Além disso, a companhia comunicou na noite de ontem que assinou contrato com a V2I Transmissão de Energia Elétrica para venda de totalidade de sua participação de 49% na sociedade Eólica Mangue Seco 1 por 42,5 milhões de reais, valor a ser pago em uma única parcela no fechamento da transação. Mais cedo, a estatal havia informado que acertou a venda de sua fatia total de 49% nos parques eólicos Mangue Seco 3 e 4, por 89,9 milhões de reais, também para V2I Transmissão de Energia Elétrica, que tem como gestora a Vinci Infraestrutura Gestora de Recursos.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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