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BBI diz que sell-off recente é exagerado e Oceanpact dispara 20% em 2 dias

PUBLICADO EM: 12.4.21 | 12H24
ATUALIZAÇÃO: 12.4.21 | 12H27
Só nesta sessão, os papéis da companhia, que estrearam na B3 em meados de fevereiro, sobem mais de 7%
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Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Negociadas fora do Ibovespa, as ações da empresa de serviços marítimos OceanPact (OPCT3), que estrearam na Bolsa na metade de fevereiro, disparam 7,19% nesta segunda-feira, 12. O movimento dá continuidade à alta de 13% vista na última sexta-feira, depois que o Bradesco BBI considerou como "exagerado" o sell-off (forte queda das ações) registrado desde o fim do mês passado.

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Do fechamento do dia 26 de março até o dia 8 de abril, as ações da companhia caíram 25%, indo na última quinta-feira para o patamar de 7,14 reais, o menor atingido desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Na recuperação observada nesses últimos dois pregões, acumulam valorização de 20%.

Em relatório divulgado na última sexta, os analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka, do BBI, comentaram que entendiam a decepção do mercado com o resultado do quarto trimestre da companhia, já que a perda significativa de geração operacional de caixa (Ebitda, na sigla em inglês) foi inesperada, mas que as tendências de crescimento (apesar de alguns atrasos) continuam muito presentes na tese de investimentos da empresa. Para eles, a forte queda recente foi "exagerada".

Eles apontaram dois eventos no curto prazo que podem gerar potencialmente 1,10 real por ação em valor para a companhia: um) a conclusão da aquisição da UP Offshore, que está em vias de finalização e deve adicionar 0,80 centavos de real ao papel, segundo os analistas; dois) as licitações de embarcação de apoio a operações de robôs submarinos de operação remota (RSVs), que estão em andamento, com os vencedores devendo ser anunciados em maio.

De acordo com os analistas, há pelo menos quatro novos RSVs com bandeira brasileira a serem contratados e a OceanPact é um candidato importante para vencer um ou dois desses contratos, dado o sólido histórico da empresa com essas embarcações. Nos cálculos do banco, cada contrato teria potencial de 0,15 centavos de real em adição de valor para a empresa. Ou seja, caso seja vencedora de dois contratos, a geração de valor pode ser de 0,30 centavos de real.

O preço-alvo do banco para as ações da companhia é de 20,00 reais, o que corresponde a um potencial de valorização de 148% frente ao fechamento da última sexta-feira.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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