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Nubank entra com pedido confidencial para registro preliminar de IPO

PUBLICADO EM: 27.10.21 | 10H51
ATUALIZAÇÃO: 27.10.21 | 11H26
Empresa pretende abrir capital nos Estados Unidos; no Brasil o Nubank listará BDRs patrocinadas de nível 3
Nubank: IPO a US$ 50 bi é teste de valor para a economia digital

Nubank: pedido de IPO sigiloso (SOPA Images/LightRocket via Gett)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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O Nubank anunciou nesta quarta-feira, 27, que entrou com pedido confidencial para registro preliminar de IPO (oferta pública inicial de ações) tanto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto na SEC (Securities and Exchange Commission), reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos.

A maior fintech da América Latina pretende abrir capital nos EUA no início de 2022. Por aqui, o pedido à CVM e à B3 foi de listagem de emissor estrangeiro categoria “A”; registro e admissão à negociação de programa de BDRs patrocinado, de nível 3; e registro de oferta pública inicial de distribuição de BDRs representando ações ordinárias classe A.

Como o pedido é confidencial, os números da empresa ainda estão sob sigilo, mas a expectativa é de que o Nubank seja avaliado em mais de 55 bilhões de dólares. 

Vale lembrar que, há duas semanas, a fintech divulgou ter alcançado seu primeiro semestre no azul da história. O Nubank reportou lucro líquido de 76 milhões de reais de janeiro a junho. No mesmo período do ano anterior, a empresa teve prejuízo de 95 milhões de reais. 

Outro fator que conta a favor da fintech antes do IPO é o respaldo de seus acionistas. Em junho, o Nubank recebeu 750 milhões de dólares em aportes, chegando a um valuation de 30 bilhões de dólares. 

A última captação contou com 500 milhões de dólares da Berkshire Hathaway, a holding do bilionário Warren Buffett, considerado um dos maiores investidores do mundo. Já o investimento de 250 milhões de dólares foi liderado pela gestora americana Sands Capital e contou com a participação das gestoras brasileiras Absoluto, de José Zitelmann e Gustavo Hungria, e Verde, do também renomado investidor Luis Stuhlberger.

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

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