Exame Invest
Mercados

Petrobras ainda não vale o risco, apesar de momento positivo, diz analista

PUBLICADO EM: 25.11.21 | 10H03
Incertezas sobre política de preços e venda de refinarias devem manter ação distante de valor justo, segundo Marcel Zambello
Petrobras

Logo da Petrobras em sede no Rio de Janeiro | Foto: Sergio Moraes/Reuters

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

Embora vista como altamente descontada por parte do mercado, analistas do BTG Pactual digital avaliam que ainda não é o momento de comprar ações da Petrobras (PETR3/PETR4).

Nesta quinta-feira, 25, a direção da companhia irá apresentar alguns de seus planos para o mercado em seu Investor Day. Na última noite, a estatal já revelou alguns números que devem ser apresentados. Um dos principais é o plano de desinvestimento de 15 a 25 bilhões de dólares, que segundo a empresa, deve contribuir "para para a eficiência operacional, o retorno sobre o capital e a geração de caixa necessária para manter a dívida em patamar adequado". 

Porém, para Marcel Zambello, analista do BTG Pactual digital, a empresa deve sofrer maior resistência para a venda de suas refinarias. "Esse era um catalizador bem importante para as ações da Petrobras e muito provavelmente, olhando para o curto e médio prazo, a companhia deve ter um pouco mais de dificuldade para executar o desinvestimento", diz o analista na Abertura de Mercado desta quinta-feira, 25.

Zambello também pontua que a próprio política de paridade internacional de preços da Petrobras pode estar comprometida, tendo em vista as eleições do ano que vem. "Não sabemos como vai ser a política de preços, principalmente no ano eleitoral, com pressões políticas e sociais."

Apesar das incertezas em relação à companhia, o analista pontua que a empresa atravessa um momento favorável. "As métricas de retorno estão muito fortes. A Petrobras pode chegar a um dividend yield de 15% no ano que vem, que é um patamar bem elevado. Considerando o preço atual do petróleo e o foco no pré-sal, onde a empresa é mais competitiva, a companhia está em um momento operacional muito bom."

Na última noite, a Petrobras ainda divulgou que pretende gastar 68 bilhões de dólares em investimentos nos próximos 5 anos, sendo 84% na exploração e produção de petróleo e gás natural. Segundo Zambello, o investimento "faz sentido" pensando no longo prazo. Ainda que com recomendação neutra para os papéis, o BTG vê o preço dos papéis da Petrobras distantes do valor justo, que seria de 36 reais para as ações preferenciais. Pelo preço-alvo do banco, o potencial de alta é de 27%. 

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame