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Quais os riscos da Era Biden para investidores? A EXAME Gavekal explica

PUBLICADO EM: 6.2.21 | 8H20
ATUALIZAÇÃO: 8.2.21 | 11H21
Mesmo com uma melhora no cenário internacional com notícias positivas sobre a vacina contra o coronavírus, ainda existem riscos econômicos moderados
Presidente dos EUA, Joe Biden

Joe Biden: A guerra comercial EUA x China deverá continuar sob a administração do novo presidente (REUTERS)

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame



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Apesar do sobe-e-desce em algumas momentos, o otimismo no mercado financeiro global tem sido evidente nos últimos três meses. Anatole Kaletsky, fundador e co-presidente da Gavekal Research, uma das maiores casas de análise do mundo, afirma que não se surpreende com o mercado de ações atingindo novas altas quase que diariamente. Segundo ele, isso é reflexo da economia da "Era Biden", chamada também de "Bidenomics".

Mesmo com uma melhora no cenário, devido, principalmente, às notícias positivas sobre a vacina contra o coronavírus (covid-19), ainda existem riscos econômicos, mesmo que moderados. O otimismo, entretanto, segue sendo maior do que a possibilidade de contratempos improváveis, de acordo com novo relatório da EXAME Gavekal Research, a parceria da EXAME Research com a Gavekal.

O lado positivo para os investidores é que há mais prós do que contras em relação à situação de gerenciamento de riscos, na visão do fundador da Gavekal Research.

A possibilidade de um incentivo fiscal inadequado nos Estados Unidos, por exemplo, que antes significava um forte risco, já não assusta mais com a nomeação de Janet Yellen como secretária do Tesouro. De acordo com Kaletsky, o gerenciamento bem feito do incentivo fiscal deverá acelerar para taxas quase recordes o crescimento do PIB e dos lucros nos Estados Unidos a partir do segundo trimestre deste ano.

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Outro ponto a ser destacado é que as informações sobre a eficácia da vacina estão alegrando o mercado, fazendo com que os temores de outras ondas da pandemia de coronavírus sejam deixados de lado.

O risco de um choque inflacionário permanece moderado, de acordo com Kaletsky. Mesmo acreditando que a inflação em 2021 será mais alta que a do ano passado, o relatório da Gavekal informa que o choque de inflação, caso aconteça, não deve ser grande o bastante para ocasionar problemas maiores no mercado financeiro.

Como nem só de boas notícias vive o mercado financeiro, o relatório da Gavekal Research traz também possíveis ameaças ao mercado. Entre elas estão:

  • A guerra comercial EUA X China, que deve continuar mesmo sob a administração do governo Biden;
  • Um possível colapso nas ações de gigantes de tecnologia, que pode desencadear uma queda geral no mercado;
  • E novas mutações do coronavírus, considerando uma que parece imune às vacinas, podem ter uma probabilidade baixa, mas não deixam de apresentar riscos aos mercados.

Kaletsky também destacou que, sem o apoio incondicional dos Estados Unidos à Arábia Saudita na "Era Biden", as tensões no Oriente Médio deverão aumentar.

"Como presidente, Biden parece encerrar o apoio incondicional de Trump à Arábia Saudita e começar a aliviar as sanções ao Irã para apoiar um acordo nuclear. Essas ações provavelmente causarão maior instabilidade no Oriente Médio, pelo menos por um ou dois anos, conforme o equilíbrio de poder muda entre a Arabia Saudita e o Irã", afirmou o fundador da Gavekal Research e também presidente do Institute for New Economic Thinking.

Quer saber mais sobre os riscos acima e o que eles podem representar para as bolsas globais, segundo a análise da EXAME Gavekal Research? Veja o relatório na íntegra.

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Juliano Passaro

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