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Rede D’Or e Alliar, SulAmerica e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 31.8.21 | 7H08
ATUALIZAÇÃO: 31.8.21 | 16H30
Bolsas internacionais seguem em movimento de alta, apesar de maior inflação em uma década na Europa

Fachada do Hospital Barra D'Or, que integra a Rede D'Or Sao Luiz | Foto: Rede D'Or/Divulgação

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As bolsas internacionais avançam nesta terça-feira, 31, dando continuidade à série positiva que se arrasta desde sexta-feira, 27, quando o Federal Reserve (Fed) sinalizou que os juros vão se manter em patamares baixos, mesmo com o início da retirada dos estímulos mensais de 120 bilhões de dólares podendo iniciar neste ano. 

Nos Estados Unidos, os principais índices de ações sobem cerca de 0,2% no mercado de futuros, no mesmo ritmo das bolsas da Europa, onde investidores digerem dados de inflação divulgados nesta manhã. 

Na Zona do Euro, a inflação de 12 meses bateu 3%, estabelecendo uma nova máxima em uma década. O número também saiu acima das estimativas de mercado de 2,7%. Apesar da elevação de preços, a economia local vem respondendo, com a Alemanha reduzindo seu nível de desemprego de 5,6% para 5,5%. Entre os principais índices do mercado europeu, o Dax, de Frankfurt, se destaca com alta de 0,55%.

Por aqui, investidores seguem atentos às discussões políticas e fiscais, que pressionaram o Ibovespa na última sessão. Nesta terça, porém, os holofotes também estarão com os dados do mercado de trabalho brasileiro, com a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua prevista para hoje.

No radar do mercado ainda estão dados da economia chinesa, divulgados na noite de ontem, que voltaram a demonstrar desaceleração. O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) Industrial ficou em 50,1 pontos, praticamente na linha que divide a expansão da contração da atividade em relação ao mês anterior. Já o PMI Composto ficou abaixo da linha, em 48,9 pontos.

Rede D’Or

A Rede D’Or (RDOR3) informou por meio de fato relevante que não irá dar continuidade aos planos de lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações da Alliar (AALR3). A possibilidade havia sido levantada pela companhia no início do mês, com a Rede D’Or chegando até a adquirir algumas ações da Alliar. No entanto, o aumento de participação do empresário Nelson Tanure na Alliar pode ter sido vista como um obstáculo para a tomada do controle da empresa. 

Como um dos motivos para o cancelamento da operação, a Rede D’Or citou a “redução da dispersão das ações de emissão da Alliar, em razão de aquisições realizadas recentemente por ‘certos acionistas’”.

A possível operação vinha sendo dada como positiva para a Rede D’Or e ainda mais especial para os acionistas da Allair devido ao prêmio que seria pago na OPA. Com a possível aquisição pela Rede D’Or, os papéis da Alliar chegaram a subir 20%

SulAmerica

A SulAmerica (SULA11) realizou uma proposta vinculante de 485 milhões de reais para a aquisição de até 100% do Grupo HB Saúde. 

O HB tem cerca de 129.000 beneficiários de planos de saúde e 25.000 de planos odontológicos. Sua operação é constituída por um hospital, uma operadora de saúde, centro oncológico e centros clínicos. A receita da HB em 2020 foi de 300 milhões de reais. Sua atuação se concentra no interior do estado de São Paulo. 

A aquisição, segundo a SulAmerica, deve ser “estratégica para o seu plano de  expansão geográfica em uma região de “alto potencial de crescimento para sua operação”.

Engie

A Engie (EGIE3) firmou um contrato para a venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda por até 325 milhões de reais para a Fram Capital. O Complexo é formado por um conjunto de termelétricas de carvão mineral, com capacidade instalada total de 857 MW.

Segundo a Engie, a operação “está alinhada ao propósito global do Grupo ENGIE de agir para acelerar a transição para um mundo neutro em carbono, direcionando as suas atividades para a geração de energia renovável, infraestrutura e gás”.

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


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