MERCADOS

Sequoia compra transportadora Plimor e já planeja nova aquisição em maio

PUBLICADO EM: 22.3.21 | 10H55
ATUALIZAÇÃO: 22.3.21 | 11H13
Essa é a quarta aquisição da companhia desde dezembro; o diretor financeiro da Sequoia, Fernando Stucchi, falou com exclusividade à EXAME Invest sobre os planos de expansão da empresa
Centro de distribuição da Sequoia Logística em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Na sua quarta aquisição desde dezembro do ano passado e a décima da sua história, a Sequoia (SEQL3) acaba de anunciar a compra da Plimor, transportadora do sul do país, com foco em entregas expressas. 

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“Com a aquisição da Plimor, a décima da nossa história, a Sequoia reafirma sua posição como principal player de consolidação do mercado logístico do país”, comentou Fernando Stucchi, diretor financeiro da companhia, em entrevista exclusiva à EXAME Invest

"Na semana passada, a Sequoia fez sua primeira aquisição de logtech, com a Frenet, inaugurando outra vertical de fusões e aquisições para a empresa. Hoje, com a Plimor, continuamos nossa caminhada com as aquisições tradicionais", disse Stucchi. O valor da operação, anunciada nesta manhã por meio de fato relevante ao mercado, não foi revelado. 

Com mais essa aquisição, a companhia pretende engordar suas rotas no sul do país e ganhar eficiência. "Tradicionalmente, a Sequoia tinha bastante origem de entregas saindo do sudeste. Agora, com a Plimor, vamos ter o inverso de forma muito forte também, o que vai nos ajudar a adensar ainda mais nossas rotas no sul", disse.

"Naturalmente, com isso, vamos conseguir ser mais competitivos na precificação dos clientes. Vai melhorar o custo unitário das rotas e tornar a empresa mais eficiente". 

A Plimor foi fundada no Rio Grande do Sul e atende mais de 1.800 municípios. Em 2020, teve um faturamento bruto de mais de 250 milhões de reais, com entrega de mais de 7 milhões de pedidos no período. Do total da receita, 55% vieram de entregas de e-commerce em B2C e 45% em B2B.

O executivo aponta também que, como a Plimor tem forte penetração de automação e tecnologia em seus centros de distribuição, isso vai permitir com que a Sequoia reduza ainda o tempo de entrega no sul para o consumidor final. 

Historicamente, a Sequoia reduz em pelo menos um dia/um dia e meio o tempo de entrega das empresas adquiridas, com diminuição de custos de 30% a 40%, explica Stucchi. “Mas como essa aquisição tem outras características, essa redução pode ser ainda maior. Vamos entrar em campo agora para conhecer mais o operacional. Vamos saber melhor esses números daqui a um mês”. 

Apetite por novas aquisições

Com dinheiro em caixa depois da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em outubro do ano passado, Stucchi comenta que o pipeline de aquisições da companhia está grande. Para maio, a empresa espera concluir mais uma compra.

"Temos neste momento mais uma empresa em estágio de due diligence. Se tudo der certo, em maio, devemos anunciar mais uma aquisição no mundo físico. Na parte de logtechs, temos mais duas ou três oportunidades bem quentes já em fase de negociação. Deve acontecer nos próximos meses".

De acordo com o executivo, a aquisição prevista para maio deve ser também de uma empresa focada em entregas expressas e urgentes, reforçando a posição da companhia nessa vertical.

Segundo ele, a companhia planeja fazer de três a quatro aquisições no mundo físico por ano e mais duas a três compras de logtechs nesse mesmo período.

Desde o IPO, as ações da Sequoia acumulam ganhos de 135,24% na Bolsa, contra alta de 20,27% do Ibovespa no mesmo período. Este ano, a alta é de 27,86%, contra queda de 3,37% do índice.

Hoje, segundo a cotação das 10h39, os papéis SEQL3 registravam valorização 1,85%, em 29,17 reais.

 

 

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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