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Siderúrgicas disparam até 5% e Vale sobe 3% com minério; Petrobras tem 8ª alta seguida

PUBLICADO EM: 6.1.21 | 10H58
ATUALIZAÇÃO: 6.1.21 | 19H01
Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira
Petrobras

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Depois de atingir os 120.942 pontos na máxima do dia, o Ibovespa perdeu força e virou para o terreno negativo na tarde desta quarta-feira, 6, após apoiadores do presidente americano, Donald Trump, invadirem o Capitólio dos Estados Unidos em tentativa de evitar que o Senado certifique a vitória do democrata Joe Biden para assumir Casa Branca no dia 20 de janeiro. O índice fechou em baixa de 0,23%, em 119.100 pontos. Com o movimento, apenas 21 das 81 ações do benchmark da bolsa brasileira encerraram em alta.

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O destaque entre os ganhos seguiu com as ações de commodities. Em pontos, os papéis da Vale (VALE3) exerceram a maior contribuição positiva, enquanto, em variação, as siderúrgicas lideraram as altas, seguindo esta ordem: Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5), Metalúrgica Gerdau (GOUA4) e CSN (CSNA3), com valorização acima de 4%. Do lado oposto, Magazine Luiza (MGLU3) foi a maior contribuição negativa em pontos para o índice, ao passo que, em porcentagem, B2W (BTOW3), seguida de sua controladora Lojas Americanas (LAME4) registraram as maiores quedas.

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sessão:

Vale e siderúrgicas

As ações da Vale (VALE3) avançaram 2,81%, no quarto pregão consecutivo de ganhos, acompanhando o movimento de alta do minério de ferro, que também puxou as siderúrgicas. Os papéis de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e CSN (CSNA3) subiram 4,95%, 4,11%, 4,06% e 4,05%, respectivamente. Os papéis da Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, também seguiram o tom positivo e avançaram 4,04%.

O minério de ferro cotado no porto chinês de Qingdao subiu 0,51% nesta sessão, indo a 168,72 dólares a tonelada, na sua quarta alta seguida.

Mesmo após o recente rali, os analistas do BTG Pactual reforçaram, em relatório desta data, que acreditam que os fundamentos por trás da recomendação otimista para o papel da Vale seguem intactos. A ação segue como a favorita do banco no setor de materiais básicos, com recomendação de compra.

Para eles, não há razões para assumir que os preços do minério irão colapsar -- a expectativa do banco para os preços da commodity é de 130 dólares a tonelada para 2021, acima do consenso --, mas apontam que, mesmo se os preços corrigirem moderadamente, há gordura suficiente nos preços das ações da Vale para acomodar tal adversidade.

Eles esperam um retorno total para a Vale (considerando valorização do ativo mais dividendos) de 30% ao longo deste ano 2021.

No fim do ano passado, surgiram notícias de que as autoridades chinesas estariam estudando possível corte na produção de aço no país, o que trouxe uma certa instabilidade para o preço dos ativos. Mas, para os analistas, esse cenário é pouco provável. Com o Produto Interno Bruto (PIB) chinês previsto para crescer entre 8% e 10% em 2021, e sendo altamente impulsionado por investimento intensivo em aço, eles duvidam que haja espaço para tal queda na produção de aço do país, o que também ajuda a reforçar a tese otimista para o papel.

Petrobras

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4), que chegaram a subir quase 3% na máxima do dia, amenizaram os ganhos durante esta tarde, mas ainda fecharam em alta de 0,99% e 0,10%, respectivamente. Esse foi o oitavo pregão consecutivo no positivo. A estatal segue impulsionada pela alta dos preços do petróleo no exterior após decisão ontem da Opep+ em restringir a oferta da commodity nos próximos dois meses. 

Os contratos futuros do petróleo Brent, negociados em Londres e usados como referência pela estatal, subiram 1,19% nesta sessão, cotados em 54,24 dólares o barril, no maior patamar desde fevereiro. A commodity repercutiu também dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que recuaram em 8,01 milhões de barris na semana encerrada no dia 1° de janeiro, para 485,459 milhões, segundo divulgou hoje o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

E-commerce

Os papéis de e-commerce voltaram a cair forte hoje. A B2W (BTOW3), que liderou as perdas do Ibovespa, registrou perdas de 6,93%, na sua quinta queda consecutiva, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) recuou 5,33% e Via Varejo (VVAR3), 4,38%.

Segundo o analista Bruno Lima, da Exame Research, a queda reflete um movimento global de rotação de ativos, com investidores indo em busca de setores cíclicos, como commodities, enquanto vendem o restante dos ativos.

 

 

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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