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Sinqia compra fatia na Celcoin para acelerar crescimento

PUBLICADO EM: 16.7.21 | 8H09
ATUALIZAÇÃO: 16.7.21 | 8H40
Líder em tecnologia bancária mira outras 200 startups e diz que pretende gastar mais de R$ 50 mi em aquisições

Leo Monte: diretor de inovação da Sinqia | Foto: Divulgação

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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A Sinqia (SQIA3) adquiriu participação minoritária na fintech Celcoin por 15 milhões de reais. O aporta fez parte da rodada de investimento, que levantou 55 milhões de reais, liderada pela própria empresa. 

Este foi o primeiro aporte direto do programa de corporate venture capital (CVC) Torq Ventures, para o qual havia sido reservado 50 milhões de reais. O montante, no entanto, “provavelmente deve ser ultrapassado”, diz Leo Monte, diretor de inovação da Sinqia, em entrevista à Exame Invest

“Entendemos que a estratégia de M&A [fusões e aquisições, em inglês] e CVC são muito próximas. Hoje, as oportunidades são avaliadas em conjunto, mirando o crescimento agressivo. Boa parte disso vai continuar vindo de M&A, mas também também estamos apostando bastante em startups”, afirma Leo Monte. Segundo ele, mais de 200 startups estão no radar da Sinqia. 

“Existem muitas oportunidades. Talvez este seja o momento mais especial do mercado dos últimos anos, com startups e empreendedores maduros. Não queremos nos limitar ao caixa. A  ideia é não deixar passar boas oportunidades, como é o caso da Celcoin, que é único. Não mediremos esforços para fazer investimentos que façam sentido”, diz Monte. 

Com 170 clientes entre bancos tradicionais, digitais e fintechs, a Celcoin fornece a estrutura de serviços financeiros por meio de APIs. A empresa também conta com uma rede de credenciamento de pequenos negócios voltada a atender, principalmente, o público desbancarizado. 

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Embora o percentual adquirido da Celcoin tenha sido “relativamente pequeno”, Monte conta que foi costurado um acordo operacional entre as duas partes, visando potenciais ganhos de sinergia entre as companhias. 

“Dada a capilaridade que a Celcoin tem com bancos e fintehcs, abrem as opções de distribuição dos serviços da Sinqia. Em contrapartida, a Celcoin poderá usar nossa tecnologia para reduzir custos e distribuir sua infraestrutura dentro da nossa carteira de clientes.” 

Com o investimento já feito, a Sinqia espera aumentar sua participação no negócio nas próximas rodadas de investimento da Celcoin. “Nosso objetivo não é manter essa posição para sempre”, diz Monte. Por outro lado, o executivo ainda considera “prematura” a possibilidade de adquirir o controle da companhia.

"Confiamos muito no Marcelo França [presidente da Celcoin]. Preferimos pensar na captura de sinergia e fazer com que a empresa cresça para depois pensar em uma possível aquisição. Isso não está no nosso radar agora."

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Guilherme Guilherme

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