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Softbank supera Buffett e vira uma das empresas mais lucrativas do mundo

PUBLICADO EM: 12.5.21 | 10H07
ATUALIZAÇÃO: 12.5.21 | 11H18
Ganhos foram impulsionados pelas listagens da empresas de e-commerce Coupang e Auto1 Group
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Da Redação

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O SoftBank divulgou nesta quarta-feira, 12, lucro líquido de 4,99 trilhões de ienes 45,88 bilhões de dólares no ano encerrado em março, superando os 42,5 bilhões de dólares obtidos pela Berkshire Hathaway de Warren Buffett em seu último ano comercial. O resultado coloca o Softbank entre as empresas mais lucrativas do mundo, um ano após um prejuízo sem precedentes de 962 bilhões de ienes.

No período, os ganhos foram impulsionados pelas ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) da empresa de comércio eletrônico Coupang, apoiada pelo SoftBank, e da plataforma de negociação de carros usados ​​Auto1 Group. A alta das ações da Uber durante o trimestre também contribuíram para o resultado.

"Este não é um resultado que nos deixe inflados de orgulho. Não quero que seja uma coisa única", disse o fundador e CEO Masayoshi Son em entrevista coletiva.

Para sustentar a posição do SoftBank entre a elite corporativa global, Son terá que replicar esse desempenho com outras empresas ainda não listadas na carteira do fundo Vision. Son comparou isso a botar ovos de ouro.

Os candidatos, incluem a empresa Didi, a Bytedance (dona do TikTok), e a plataforma de serviços para caminhões Full Truck Alliance. As três companhias em que o Softbank possui participação têm apresentado forte crescimento de receita e participação de mercado, pavimentando e um caminho claro para a lucratividade, de acordo com Navneet Govil, diretor financeiro do Vision.

Duas das maiores apostas do SoftBank, a empresa coworking WeWork e a de carona Grab, traçaram planos para listar por meio de fusões SPAC. Son disse que os SPACs do grupo são uma opção para listar empresas do portfólio, mas com muitos investimentos, esse não deve ser o principal método de listagem.

O SoftBank concluiu um programa de recompra de 2,5 trilhões de ienes lançado no ano passado, que empurrou o preço das ações para o máximo de duas décadas em março. Por outro lado, o fim da recompra puxa a linha de suporte dos papéis em um momento em que as ações estão caindo em linha com a fraqueza das ações de tecnologia dos EUA. Nenhuma decisão foi tomada sobre novas recompras, disse Son.

*Com informações da Reuters

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