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Stone investe até R$ 2,5 bi no Banco Inter e ações podem ir para a Nasdaq

PUBLICADO EM: 24.5.21 | 9H29
ATUALIZAÇÃO: 24.5.21 | 10H26
Empresa de meios de pagamentos terá até 4,99% do capital do Inter ao subscrever ações ou units em follow on do banco digital, que reforça a estratégia de ecossistema de produtos e serviços financeiros
Entrada do prédio onde fica a sede do Banco Inter, em Belo Horizonte

Sede do Banco Inter em Belo Horizonte: acordo com a Stone reforça a sua estratégia de desenvolver um ecossistema de serviços e produtos financeiros | Foto: Banco Inter/Divulgação

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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Banco Inter (BIDI11) e Stone (STNE) acabam de anunciar ao mercado nesta manhã de segunda-feira, 24 de maio, um acordo que une as duas instituições financeiras. A Stone vai subscrever até 2,5 bilhões de reais em ações ordinárias ou units que serão emitidas em uma oferta subsequente (follow on) do banco digital, segundo fato relevante.

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O investimento deixará a Stone com até 4,99% do capital do Banco Inter, ao preço fixado de 57,84 reais por unit e de 19,28 reais por ação ordinária, já considerando o desdobramento anunciado na semana passada. O preço implica um desconto de 3% sobre o fechamento da unit na última sexta-feira, 21 de maio.

A Stone vai efetuar o pagamento com parte do caixa e dívida que pode ser levantada no mercado, sem emissão ou uso de ações.

A transação une dois dos players que estão liderando a corrida pela inovação no setor financeiro do país: a Stone em meios de pagamento e o Inter como um banco digital que aposta no modelo do one-stop-shop por meio de um marketplace de serviços financeiros. De um lado, os sócios-fundadores da Stone, André Street e Eduardo Pontes; do outro, o empresário Rubens Menin e o CEO do Inter, João Vitor Menin.

O acordo também dará à Stone, cujas ações são negociadas na Nasdaq desde o seu IPO em outubro de 2018, o direito de recusar qualquer proposta que o Inter venha a receber de venda do controle em um período de seis anos. E poderá indicar um dos nove integrantes do conselho de administração do banco mineiro.

O Inter também comunicou ao mercado que está em fase final de estudos de uma reorganização societária que pode levar à migração de seus acionistas para uma nova companhia cujas ações devem ser listadas na Nasdaq.

Sinergias exploradas

A parceria entre a Stone e o Banco Inter irá alem da base societária, segundo os termos divulgados. Vai fortalecer as estratégias cross-selling (vendas de produtos de outras categorias, como crédito) para clientes das duas instituições.

Um exemplo é a oferta de serviços financeiros diversos do InterShop para a base de mais de 650.000 clientes pessoas jurídicas, especialmente varejistas, da Stone (segundo dados do quarto trimestre); outro é melhorar a experiência mobile entre clientes tanto da Stone como do Inter, cuja base superou os 10 milhões de clientes.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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