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Suzano renova recorde e Totvs salta 8% após balanços; Westwing cai 8% em estreia na B3

PUBLICADO EM: 11.2.21 | 10H28
ATUALIZAÇÃO: 11.2.21 | 18H32
Confira os principais destaques de ações desta quinta-feira
Suzano; Fibria; Produção; Papel e Celulose; Fábrica Foto: Germano Lüders 08/08/2019 Limeira/SP

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações da Suzano (SUZB3) subiram 3,61%, em 70,66 reais, nesta quinta-feira, 11, renovando máxima histórica na Bolsa, após a companhia registrar lucro líquido de 5,91 bilhões de reais no período, 74,3% superior à mediana das projeções de mercado colhidas pela Bloomberg, que era de 3,39 bilhões de reais. O lucro foi 400% maior que o do mesmo período de 2019.

Essa foi a sexta alta dos papéis nos últimos sete pregões. Desde o fundo de 2020 (tocado no dia 18 de março) até agora, acumulam ganhos de 187% na Bolsa, contra alta de cerca de 80% do Ibovespa no mesmo período. Mas diante dos fortes resultados, analistas reforçaram recomendação de compra para as ações. 

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Os analistas do Bradesco BBI comentaram que as vendas mais fortes de celulose e melhor performance em custos na divisão de papel contribuíram para os resultados, com destaque para redução de estoque. Eles mantiveram a recomendação do papel em outperform, equivalente a compra, com preço-alvo em 89,00 reais, o que representa um potencial de valorização de 30% frente ao fechamento de ontem.

Os analistas do Credit Suisse ressaltaram que a Suzano não apenas conseguiu entregar crescimento nos embarques como também reduziu seu estoque (dos níveis já baixos) em 272 mil toneladas. "Além disso, a empresa gerou um notável fluxo de caixa livre do acionista (FCFE, na sigla em inglês) de cerca de 1,3 bilhão de reais (5,5% de retorno anualizado, após o impacto dos derivativos no caixa), especialmente considerando que os preços da celulose de fibra curta (HW) ainda estavam deprimidos no trimestre em 456 dólares a tonealda". Eles mantiveram recomendação de compra para a Suzano. 

"Mantivemos a Suzano como nossa aposta preferida para uma recuperação contínua do preço da celulose, que esperamos continuar pelo menos até junho", afirmam em relatório os analistas Caio Ribeiro, Gabriel Galvão, e Gabriel Spillmann. No ano, os papéis da companhia acumulam alta de 20,70%, a terceira maior do Ibovespa.

 

Em relação ao trimestre anterior, a empresa aumentou o volume de vendas de celulose em 5% e as de papel, em 11%. Frente ao mesmo período do ano passado, as vendas totais cresceram 12%. Já o nível de produção, embora também tenha crescido, ficou abaixo do volume de vendas, sinalizando uma queda dos estoques.

Totvs

Liderando os ganhos do Ibovespa hoje, as ações da Totvs (TOTS3) avançaram 7,77%, para 33,85 reais, e também renovaram sua máxima histórica intradiária na Bolsa, após a companhia registrar lucro líquido de 96,147 milhões de reais, alta de 78,4% em relação ao mesmo período de 2019. Em 2020, o lucro foi de 294,959 milhões de reais, crescimento de 40,0% na comparação com o ano anterior.

O lucro líquido ajustado ficou em 86,815 milhões de reais no trimestre, alta de 21,7% frente ao mesmo período de 2019. No ano, atingiu 290,486 milhões de reais, avanço de 15,2%.

No trimestre, a receita líquida totalizou 689,494 milhões de reais, o que representa uma aumento de 19,0% ante igual intervalo de 2019. No ano, somou 2,596 bilhões de reais, avanço de 13,8% em relação a 2019. 

Os analistas do Credit Suisse comentaram, em relatório, que "os resultados do quarto trimestre suportam a visão de que o ímpeto operacional da Totvs provavelmente permanecerá forte ao longo de 2021 nos negócios de software e techfin". "As vendas continuam a impressionar apesar de um macro ainda desafiador", ressaltaram.

Na leitura deles, os papéis seguem sendo negociados em patamar atrativo, com múltiplo preço sobre lucro (P/L) de 42 vezes estimado para este ano, e apontaram que fusões e aquisições continuam sendo uma peça central da estratégia da empresa e um catalisador para as ações.

Em relação ao resultado do quarto trimestre, eles comentaram ainda que a receita líquida ficou em linha com suas estimativas, mas com um mix mais forte, dado que a receita recorrente (508,054 milhões de reais, alta de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior) superou suas projeções em 1%.

Os analistas destacaram também que o Ebitda de 147 milhões de reais na divisão de software ficou 3% acima de suas expectativas, implicando em uma forte margem Ebitda de 23,2%, superior em 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, auxiliada por menores provisões para contingências.

Estreias na B3: Westwing e Cruzeiro do Sul

O dia foi marcado ainda por duas estreias na B3. As ações da loja de decoração online Westwing (WEST3) caíram 8,46%, para 11,90 reais, após a companhia ter precificado sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações em 13,00 reais por ação, próximo ao teto da faixa indicativa que ia de 10,50 a 13,66 reais. Na mínima do dia, caíram 11,5%, sendo cotadas em 11,50 reais.

O IPO da companhia movimentou 1,16 bilhão de reais, e pouco mais de 35% foram para o caixa. A empresa foi avaliada em 1,55 bilhão de reais.

Segundo a empresa, o dinheiro levantado com a oferta primária, cerca de 406 milhões de reais, será empregado no desenvolvimento da companhia, a ser divido principalmente em expansão do mercado endereçável, marketing e tecnologia.

No mesmo sentido, os papéis do grupo privado de ensino superior Cruzeiro do Sul (CSED3) fecharam em baixa de 7,3%, em 12,98 reais. Na mínima do dia, chegaram a cair 8,9%, em 12,75 reais. A companhia precificou sua oferta em 14 reais por papel, abaixo da faixa indicativa que ia de 16,40 a 19,60 por ação. A operação movimentou 1,23 bilhão de reais.

Do montante total, 1,07 bilhão de reais correspondem à emissão de ações novas, cujos recursos irão para o caixa da companhia, que pretende usá-los para comprar rivais no setor. Os outros 160,65 milhões de reais são da venda de ações detidas por sócios da Cruzeiro do Sul, incluindo fundos geridos pela BRL Trust e pela Magnetis.

IMC/Cosan

Os papéis da IMC (MEAL3) dispararam 5,95% nesta sessão após a companhia anunciar que fechou uma parceria comercial com a Raízen, joint venture da Cosan (CSAN3) com a Shell, para possível instalação de restaurantes em postos de combustíveis. Os papéis da Cosan subiram 2,92% nesta sessão.

Pelo acordo, a Raízen apresentará à IMC donos ou operadores de postos de combustíveis localizados em rodovias nas regiões Sudeste e Sul para que a IMC lhes proponha a instalação de restaurantes da marca Frango Assado. As condições de tais negócios serão individualmente discutidas entre a IMC e cada potencial interessado.

"Em razão da parceria comercial, a IMC negociará também com a Raízen Combustíveis a adoção da bandeira Shell e contratação junto à Raízen Combustíveis de fornecimento de combustíveis em postos operados pela IMC. Não há qualquer exclusividade por parte da Raízen Combustíveis ou da IMC em razão da celebração do contrato de parceria comercial", disse a IMC em comunicado enviado ao mercado.

A Cosan reporta seu balanço do quarto trimestre hoje, após o fechamento do mercado. Os analistas do BTG Pactual comentaram, em relatório, que esperam por resultados de alta qualidade em todos os segmentos da empresa.

No consolidado, eles esperam que o grupo Cosan registre receita líquida de 18,05 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 7% na comparação anual mas crescimento de 4,1% frente ao trimestre anterior. O lucro líquido, por sua vez, deve atingir 1,00 bilhão de reais, avanço de 26,3% em relação ao mesmo período de 2019 e 189,2% superior ao registrado no terceiro trimestre.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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