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TC investe US$ 15 milhões para se tornar sócio do Mercado Bitcoin

PUBLICADO EM: 6.10.21 | 9H58
ATUALIZAÇÃO: 6.10.21 | 11H43
Negócio representa acesso da plataforma de conteúdo e serviços ao investidor a uma base de 3 milhões de clientes cadastrados na maior corretora de criptoativos do país
Novo escritório do Traders Club em São Paulo

Escritório do Traders Club na região da Faria Lima, em São Paulo | Foto: Divulgação

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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O TC (TRAD3) anunciou ao mercado na manhã desta quarta-feira, 6 de outubro, um investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 80 milhões de reais ao câmbio da véspera) para adquirir notas conversíveis em ações de emissão da 2TM, a holding que tem o Mercado Bitcoin como sua principal empresa.

O investimento se insere na mesma rodada de 200 milhões de dólares realizada pelo SoftBank na 2TM em julho, que levou o valuation da holding acima de 1 bilhão de dólares e ao consequente status de unicórnio.

O Mercado Bitcoin é a maior corretora de criptos do país e da América Latina. Nos primeiros oito meses de 2021, transacionou mais de 30 bilhões de reais.

O negócio também representa um passo a mais na diversificação de áreas de atuação do TC, que nasceu com a comunidade de renda variáveil e prepara iniciativas no mundo de fundos imobiliários e renda fixa.

"O TC pretende ser uma plataforma completa de investimentos, muito resiliente a todas as oscilações de mercado. Pretendemos oferecer a carteira diversificada completa para o investidor pessoa física", disse Pedro Machado, diretor de Relações com Investidores do TC, à EXAME Invest.

No fato relevante divulgado ao mercado, a companhia informou que "entende que a indústria de criptoativos é de suma importância para as suas atividades, contando com uma alta penetração na população brasileira. Somente no Mercado Bitcoin, são mais de 3 milhões de usuários cadastrados".

"Eventuais parcerias junto à 2TM permitiriam à companhia expandir receitas através de cross-selling para seus próprios clientes, bem com alcançar novos clientes nativos do mercado de criptoativos, expandindo seu público endereçável", diz a empresa no fato relevante.

Com a operação, o TC poderá incorporar suas principais funcionalidades na plataforma da Mercado Bitcoin, com o
objetivo de criar a maior comunidade de criptoativos na América Latina. E poderá desenvolver a integração com a corretora, permitindo trades no app para clientes que desejarem negociar criptoativos.

Pedro Machado destacou ainda o ganho potencial com a incorporação de tecnologia blockchain, como a tokenização de ativos, e o fato de que o Mercado Bitcoin opera alinhado com as exigências regulatórias no Brasil.

O TC, anteriormente conhecido como TradersClub, é a maior plataforma social de conteúdo e serviços para o investidor do país.

Segundo dados do segundo trimestre, o TC teve crescimento perto de 200% na base de usuários cadastrados, que saltou de 170.700 para 502.300 na comparação anual. O avanço foi maior em usuários pagantes, de 14.300 para 88.000. 

Há uma semana, o TC anunciou a aquisição da Economatica, uma das principais plataformas de informações financeiras para o mercado do país, reforçando a sua atuação no segmento B2B. O valor da transação foi de 40 milhões de reais.

A empresa foi listada na B3 no fim de julho, em IPO que movimentou cerca de 600 milhões de reais. Foi uma oferta 100% primária, em que os recursos vão para o caixa da companhia. As ações dispararam no primeiro pregão, mas atualmente acumulam queda de 38% (até a terça-feira) em meio à onda vendedora do mercado, que afeta especialmente empresas de tecnologia.

A 2TM conta ainda com o Meubank, instituição de pagamentos e carteira digital; o Bitrust, custodiante digital qualificada; a Clearbook, plataforma de equity crowdfunding autorizada pela CVM; a MBDA, tokenizadora de ativos; a Mezapro, solução provedora de serviços para investidores institucionais; a Blockchain Academy, braço educacional do grupo; o Portal do Bitcoin, especializado em notícias sobre o mercado de criptomoedas; e o ParMais, fintech que opera como gestora e presta consultoria em gestão de patrimônio e investimentos com uso de tecnologia.

 

 

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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