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TC reforça pilar de receita recorrente e cresce mais de 200% no 2º tri

PUBLICADO EM: 13.8.21 | 9H23
ATUALIZAÇÃO: 13.8.21 | 9H30
Plataforma de produtos e serviços para o investidor negocia novas aquisições e mira recuperação de margem nos próximos meses
Novo escritório do Traders Club em São Paulo

Escritório do Traders Club em São Paulo: base superou a marca de 500 mil usuários cadastrados | Foto: TC/Divulgação

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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Em seu primeiro resultado divulgado desde que abriu o capital no fim de julho, o TC (TRAD3, ex-TradersClub) informou que obteve um crescimento de 213% na receita bruta no segundo trimestre na comparação anual, chegando a 26,4 milhões de reais.

Os números já incluem a Sencon, maior plataforma para cálculo de valores para o pagamento de impostos com ações e emissão de Darf do país, adquirida no começo de abril.

O resultado atesta o estágio de crescimento acelerado da plataforma de conteúdo e serviços para o investidor, dentro do modelo de Saas (Software as a Service). No caso do TC, as três frentes de conteúdo são inteligência de mercado, análise de dados e educação financeira.

Um dos destaques foi o aumento da receita recorrente, por meio de planos de assinatura anual com renovação automática. Essa fonte já responde por 97% das receitas totais, acima do patamar de 79% um ano antes. O plano da companhia é acabar com os planos mensais para reforçar ainda mais essa estratégia.

Outra métrica utilizada é o Net Monthly Recurring Revenue Retention, que mede a capacidade de retenção de receitas líquidas em relação à taxa de cancelamentos (churn) ou ao upgrade de planos dos assinantes (upsell).

Em uma janela de 24 meses, o TC conseguiu não só manter um nível aproximado de 97% como, nos meses mais recentes, elevou o indicador para acima de 100%. Em outras palavras, eventuais perdas de clientes estão sendo mais do que compensadas pela venda de planos com mais serviços e, portanto, mais caros.

A plataforma também apresentou crescimento perto de 200% na base de usuários cadastrados, que saltou de 170.700 para 502.300 na comparação anual. O avanço foi ainda maior em usuários pagantes, de 14.300 para 88.000.

Com a empresa listada na B3, um dos focos agora será recuperar a margem Ebitda (operacional), que na métrica ajustada passou de 62% no segundo trimestre de 2020 para 4,9% no mesmo período neste ano. Para tanto, o plano é acelerar o ganho de escala em cima da estrutura montada com os investimentos e as contratações do primeiro semestre.

Também estão nos planos de médio prazo novas aquisições que possam complementar o ecossistema de produtos e serviços para o investidor, como empresas que produzem conteúdo. Por fim, o TC pretende também ampliar a participação de clientes do segmento B2B nas receitas -- hoje essa fatia equivale a apenas 4% do total.

Desde a estreia na bolsa em 28 de julho, as ações do TC acumulam alta de 26%. O IPO movimentou cerca de 600 milhões de reais em oferta 100% primária, com recursos que foram para o caixa da companhia.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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