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Título de dívida é o investimento mais atraente na renda fixa, diz gestora

PUBLICADO EM: 6.1.21 | 9H37
ATUALIZAÇÃO: 6.1.21 | 11H39
A classe de ativos atrairá fluxos em meio à busca de gestores por retornos positivos quando muitos títulos de países desenvolvidos têm rendimentos baixos

Empresas têm buscado financiamento principalmente para refinanciar dívidas caras e de curto prazo, e não para investimentos,

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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(Bloomberg) -- Títulos de dívida de mercados emergentes são o investimento de curto prazo mais atraente no mercado de renda fixa, segundo a Franklin Templeton Investments.

A classe de ativos atrairá fluxos em meio à busca de gestores por retornos positivos quando muitos títulos de países desenvolvidos têm rendimentos baixos ou mesmo negativos, de acordo com relatório da equipe de investidores liderada por Sonal Desai. A empresa com sede em San Mateo, Califórnia, disse que prefere países cuja dinâmica política garante acesso a financiamento de emergência, já que a pandemia persiste.

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“O suporte técnico para mercados emergentes permanece forte, o que provavelmente compensará o impacto negativo da deterioração dos fundamentos”, escreveu Desai, diretora de investimentos para renda fixa da Templeton.

Além dos títulos soberanos, a gestora de ativos também está otimista quanto às perspectivas para a dívida corporativa de mercados emergentes. Empresas têm buscado financiamento principalmente para refinanciar dívidas caras e de curto prazo, e não para investimentos, de acordo com a gestora.

A Templeton faz parte de um grupo de investidores que apostam em ganhos para títulos de mercados emergentes em um cenário de estímulo global, distribuição de vacinas e queda do dólar. No mês passado, a BlackRock elevou a recomendação para a dívida de mercados emergentes para neutra, enquanto empresas como PGIM Fixed Income, Algebris Investments e Pictet Asset Management também destacaram oportunidades.

“Embora muitos ativos de risco já tenham precificado a recuperação, ao longo dos próximos 12 meses prevemos que os ativos de risco devem ter desempenho superior aos ativos de governos”, devido à forte demanda diante de um ambiente de juros baixos no longo prazo e ganhos limitados para ativos livres de risco, escreveu Desai.


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