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Títulos em alta nos EUA, ata do Copom, Powell e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 28.9.21 | 7H06
ATUALIZAÇÃO: 28.9.21 | 10H45
Rendimento de títulos americanos sobem para nível pré-covid e pressiona bolsas de valores
FED

Jerome Powell: presidente do Federal Reserve | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As principais bolsas internacionais operam em queda nesta manhã de terça-feira, 28, com investidores reavaliando suas posições em meio à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, considerados os ativos mais seguros do mundo. 

Com a expectativa de que a aceleração econômica do pós-pandemia tenha efeitos sobre a inflação americana, o rendimento dos títulos com vencimento em cinco anos superaram a marca de 1% pela primeira vez desde fevereiro de 2020. Já os dos títulos de dez anos sobem mais de 2% para 1,52%. 

As consequências da alta dos títulos americanos atingem em cheio ações de tecnologia, com, geralmente, teses de investimentos de mais longo prazo. Após ter o pior desempenho entre os índices de Wall Street, o Nasdaq volta a performar pior que o S&P 500 e o Dow Jones no mercado de futuros, caindo 1,17%. 

Por aqui, ações do setor podem voltar a sofrer. Na última sessão, Méliuz (CASH3), Via (VIIA3), Magazine Luiza (MGLU3) e Banco Inter (BIDI11) caíram 5,18%, 4,71%, 3,97% e 3,88%, respectivamente. Locaweb (LWSA3) e Totvs (TOTS3) recuaram cerca de 3%.

De olho nos BCs

Em meio a perspectivas de redução de estímulos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, irá se encontrar com congressistas nesta terça. Em seu discurso, Powell deve dizer que a alta da inflação deve ser mais duradoura do que o esperado. 

No Brasil, o Banco Central irá divulgar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No comunicado, o BC sinalizou colocar os juros em “terreno contracionista” e anteviu um ajuste de “mesma magnitude” para a próxima reunião, em novembro. 

Microchips

Uma das principais discussões sobre a inflação gira em torno da escassez de semicondutores no mundo. Em buscas de pistas sobre esse mercado, investidores devem avaliar o resultado da Micron Technology, que produz chips utilizados em smartphones, tablets e PCs. O resultado do terceiro trimestre da empresa sai nesta terça. 

JSL 

A JSL aprovou a incorporação da totalidade das ações emitidas pela Fadel, adquirida pela companhia no ano passado. O movimento, segundo a JSL, visa simplificar a estrutura societária, além de promover ganhos de sinergia, com mais eficiência e redução de custos.

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