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Trader brasileiro é homem e se informa por rede social, diz pesquisa

PUBLICADO EM: 21.10.21 | 8H52
ATUALIZAÇÃO: 21.10.21 | 15H56
Mais de 60% dos entrevistados não têm ensino superior completo e quase 90% têm menos de 40 anos

| Foto: Lana Stock iStock / Getty Images Plus (Getty Images/iStockphoto)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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A popularização do mercado financeiro aumentou a base de CPFs cadastrados na B3 em mais de 3 milhões nos últimos três anos. Nesse período, o número de mulheres na bolsa cresceu de forma proporcionalmente maior que a dos homens. De 2018 até o início do segundo semestre de 2021 a participação feminina passou de 22% para 28%. 

Porém, os traders, como são chamados os operadores que buscam retorno com as variações de preços de curto prazo, ainda são amplamente do sexo masculino. Isso é o que mostra uma pesquisa feita pela Axia Investing com 167 traders, sendo mais de 80% com pelo menos um ano de atuação. Entre eles, 95% eram homens.

O estudo também revelou outra grande diferença em relação ao perfil geral de investidores da bolsa: a idade. Na média, os traders são muito mais novos. De acordo com a pesquisa, 60% têm menos de 30 anos e 87% têm menos de 40 anos. 

Segundo dados da B3, 72% dos cadastrados têm menos de 45 anos, ainda que mais de 70% de todo o valor investido por pessoas físicas esteja com quem tem 46 anos ou mais.

A preferência pelo trading em detrimento dos investimentos de longo prazo também pode estar associada ao nível de renda, sugere a pesquisa. Cerca de 67% tinham renda de menos de 3 salários mínimos antes de começar a fazer trading e 13,8% não tinham renda. Hoje, mais de 20% afirmam que as operações do mercado são sua principal fonte de renda.

Com relação às fontes de informação para operar no mercado, 58% dão preferência às redes sociais, sendo 13%, ao Telegram e 11%, ao Whatsapp. Apenas 37% disseram se informar principalmente por sites de notícias. 

Entre os entrevistados, mais de 60% não têm ensino superior completo, 25,15% completaram apenas o segundo grau e 2,4% somente o fundamental. A maioria dos traders tampouco fez mais de um curso para aprender as dinâmicas do mercado financeiro. Enquanto quase 30% afirmaram nunca terem começado um curso sobre o tema, menos de 40% fizeram dois ou mais. 

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