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Traders e investidores querem mais boas notícias após rali recorde do cobre

PUBLICADO EM: 11.2.21 | 8H37
O metal visto como termômetro da economia global perdeu força recentemente, e operadores estão de olho nos EUA e na China em busca de pistas
Bobinas de cobre da Paranapanema

Cobre: O metal registra ganhos por dez meses consecutivos

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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(Bloomberg) -- O cobre está perto de seu rali mais longo, mas o metal visto como termômetro da economia global perdeu força recentemente, e operadores estão de olho nos EUA e na China em busca de pistas para a próxima fase de ganhos.

Traders e investidores de peso dizem que o mercado precisa de mais boas notícias antes que os preços subam mais. Muito vai depender de quando o projeto de lei de alívio da pandemia do presidente dos EUA, Joe Biden, será aprovado e do tamanho; com que rapidez as vacinas podem ser distribuídas; e quanta demanda da China, a maior importadora mundial de commodities, será reduzida pelos esforços para limitar a propagação do coronavírus durante o feriado do Ano Novo Lunar.

“No geral, há otimismo sobre a perspectiva de longo prazo globalmente, mas é uma questão de quando isso realmente acontecerá”, disse Jon Lamb, gestor de ativos da Orion Resource Partners, que tinha US$ 6,3 bilhões sob gestão no final de setembro.

Usado em praticamente tudo, desde tubos e eletrônicos até veículos elétricos, o cobre é visto como termômetro da economia mundial. Apostas na recuperação global pós-pandemia, a rápida recuperação na China e iniciativas de economia verde nos EUA impulsionaram o cobre para o maior nível em oito anos.

O metal registra ganhos por dez meses consecutivos, e uma alta pelo 11ºmês em fevereiro marcaria o rali mensal mais longo desde que o modelo atual do contrato de cobre da Bolsa de Metais de Londres começou a ser negociado em 1986.

O cobre está a caminho de ultrapassar essa marca, com ganho acima de 5% até agora em fevereiro - chegou a ser negociado a US$ 8.288 a tonelada na quarta-feira -, mas o desempenho está abaixo do índice Bloomberg Commodity nos últimos meses. Na semana passada, os preços fecharam brevemente abaixo da média móvel de 50 dias, em um sinal técnico de baixa visto apenas por um segundo período na alta histórica do metal.

Detalhes sobre iniciativas de longo prazo do governo Biden favoráveis ao cobre também estão faltando, como sobre infraestrutura e mudança climática. Embora sejam prioridades, não está claro qual será o apetite no Congresso por um grande plano de gastos ou com que rapidez os projetos de lei serão aprovados.

Embora a maior parte de Wall Street se prepare para preços mais altos, existem dúvidas.
Analistas do JPMorgan Chase disseram na semana passada que o atual superciclo impulsionado pela China atingiu o pico e que o crescimento dos investimentos chineses deve desacelerar. Segundo o banco, os preços do cobre devem cair de uma média de US$ 7.700 a tonelada no primeiro trimestre para US$ 6.500 no quarto trimestre.

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

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