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Verde, de Stuhlberger, aponta como investir em provável ano de recessão

PUBLICADO EM: 9.11.21 | 9H02
ATUALIZAÇÃO: 9.11.21 | 9H11
Gestora muda avaliação sobre riscos internos e prevê cenário desafiador nos “próximos anos”
Luis Stuhlberger

Luis Stuhlberger: CEO e CIO da Verde Asset | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Na carta de setembro, a gestora Verde Asset chegou a afirmar que a bolsa brasileira estava barata, já que muitos “ruídos” já estariam no preço. Mas a perspectiva para os próximos meses mudou. 

“Acreditávamos que havia bastante notícia ruim no preço, e que os agentes políticos tinham incentivos razoáveis para não romper o teto dos gastos. Essa visão se provou errada”, afirma Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde, em sua última carta mensal. 

Segundo Stuhlberger, um dos mais influentes gestores do país, a piora do ambiente fiscal, com alterações nas regras do teto de gastos incluídas na PEC dos Precatórios, foi crucial para a piora da percepção dos riscos locais. 

“A PEC do Teto de Gastos, aprovada em 2016, tem sido uma espécie de âncora para trazer a necessária credibilidade fiscal ao país, apesar de todos os desafios. Seu abandono tem consequências gravíssimas.”

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“A esperada recuperação econômica, que seria natural com o fim das restrições sociais causadas pela pandemia, deve ser substituída por estagnação ou recessão.”

As declarações vão de encontro com as revisões para baixo das projeções de PIB para 2022. O Itaú, principal banco privado do país, projeta contração de 0,5% para o ano que vem.

Embora preveja um cenário desafiador para as empresas locais nos “próximos anos”, Stuhlberger acredita que algumas companhias possam sair da crise ainda mais “robustas”, mostrando-se grandes oportunidades de investimento. 

“As empresas que navegam melhor em tormentas como esta são aquelas que têm excelentes times de gestão, que são líderes em seus respectivos setores e que têm balanços saudáveis, pois elas aproveitam para ganhar mais mercado e acelerar processos de consolidação”, afirma a carta da Verde.

É com esse perfil de empresa que a gestora tem preparado sua carteira de ações. Os maiores investimentos são em Suzano (SUZB3), Vibra (VBBR3. ex-BR Distribuidora) e Localiza (RENT3).

Em outubro, o fundo de ações da Verde teve uma das piores performances mensais de sua história, com perdas de 12,39%, enquanto o Ibovespa caiu 6,74%. Desde o início (2005), porém, o fundo já rendeu 1003% contra 319% do Ibovespa. 

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