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Warren e Vitra Capital se unem e fintech entra em gestão de patrimônio

PUBLICADO EM: 15.10.21 | 6H22
ATUALIZAÇÃO: 15.10.21 | 6H30
Fintech dobra de tamanho e chega a R$ 24 bi sob gestão; para a Vitra, um dos maiores multi-family offices do país, negócio melhora a experiência de seus clientes com tecnologia
Warren e Vitra Capital

Sócios da Warren e da Vitra Capital (CBELLI)

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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A Warren anuncia ao mercado nesta sexta-feira, dia 15, a união com a Vitra Capital, um dos maiores multi-family offices do país, com 12 bilhões de reais em ativos sob gestão. O valor da operação não foi divulgado. 

A Vitra continua a operar com sua marca e mesma equipe de gestão, mas sob o “guarda-chuva” da Warren. Seus sócios passam a ser acionistas da fintech.

Com a Vitra, a Warren, uma das maiores fintechs de investimento do país, dobra de tamanho. Entra em um novo segmento do mercado, a gestão de patrimônio (wealth management), e passa a ter acesso a produtos de perfil e valores mais elevados para oferecer ao investidor de varejo.

“Vamos democratizar o que a indústria de family offices entrega. Para ‘tomar um café’ na Vitra, o investidor tem que ter 50 milhões de reais em ativos”, disse Tito Gusmão, CEO e um dos fundadores da Warren, à EXAME Invest.

Segundo ele, o foco da Warren continua a ser o que ele define como “investidor afluente, com 100 mil, 200 mil, 300 mil reais”, mas a Warren passa a atuar em todos os segmentos e se fortalece em alta renda.

Para a Vitra, que nasceu há um ano fundada por ex-sócios da GPS e da Consenso — duas das maiores e mais tradicionais gestoras de patrimônio do país —, a operação representa o acesso a uma plataforma de tecnologia para o seu desenvolvimento e igualmente para a oferta às famílias que atendem.

Para Thiago Fenili, sócio da Vitra, o negócio representa um passo seguinte natural à criação da casa, que ele definiu já como “multi-family office 2.0”, com melhores práticas herdadas da Consenso.

“Precisávamos incorporar esse DNA de tecnologia pensando na experiência do nosso cliente, que são as famílias tradicionais brasileiras”, completou.

A indústria de family offices opera com estrutura de terceiros. É uma indústria que investiu muito na profissionalização do serviço, na alocação dos ativos dos clientes, segundo Gusmão.

“É a união da tecnolologia com o que há de melhor de serviço na alocação de ativos para o cliente, que é o que os family offices entregam”, afirmou o CEO da Warren.

Os executivos ressaltaram a convergência do modelo fiduciário — conhecido como sem conflito de interesses — das duas casas, em que os gestores são remunerados com um fee (um percentual sobre o total) pela carteira, e não pela comissão dos produtos vendidos.

Para Roberto Rudge, um dos sócios-fundadores da GPS em 1999, a operação reforça o apelo do modelo sem conflito de interesses em um momento em que o modelo por comissão atravessa grande expansão graças ao avanço da tecnologia e das plataformas de produtos.

“Vamos modernizar e simplificar o processo para o cliente. O contato dele continua a ser com a pessoa do lado de cá, mas com ganhos, por exemplo, em agilidade e customização”, disse Rudge.

“Acreditamos que essa união vai mostrar para o mercado como a tecnologia pode gerar mais valor no relacionamento com o investidor de altíssima renda”, disse Fábio SafinI, executivo-chefe Comercial (CCO) da Warren.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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