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Ações da Log estreiam com queda de mais de 40% na B3

PUBLICADO EM: 21.12.18 | 12H56
Às 12:45, as ações da Log cediam 39,96%, a 17,22 reais, depois de abrirem a 16 reais, com queda de 44,2% em relação ao valor de referência de 28,68 reais
Bolsa de Valores de São Paulo

Bolsa: a Log fará uma reunião sobre o aumento de capital privado de R$300 milhões ao preço de 22 reais o papel (photo paulo fridman)

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São Paulo - As ações da Log Commercial Properties estrearam nesta sexta-feira no Novo Mercado da bolsa paulista com queda de dois dígitos, após a construtora com foco em imóveis econômicos MRV transferir proporcionalmente aos demais acionistas sua participação de 46,3 por cento na subsidiária de galpões logísticos, em uma operação para cisão do negócio.

Às 12:45, as ações da Log cediam 39,96 por cento, a 17,22 reais, depois de abrirem a 16 reais, com queda de 44,2 por cento em relação ao valor de referência de 28,68 reais estabelecido com base no fechamento da MRV na véspera, a 12,70 reais.

Com a cisão da Log, os papéis da construtora passaram a ser negociados na proporção de 83,71 por cento do preço de fechamento da quinta-feira. Há pouco, a MRV avançava 12,7 por cento, a 11,98 reais.

A construtora anunciou em 29 de outubro os planos de cisão parcial da controlada de galpões logísticos Log, que atua em 25 cidades em 9 Estados. A transação, que foi aprovada pelos acionistas da construtora em 12 de dezembro, será seguida por um aumento de capital.

Em comunicado nesta sexta-feira, a Log convocou reunião do seu conselho de administração para deliberar sobre um aumento de capital privado de 300 milhões de reais ao preço de 22 reais o papel, no qual a Conedi Participações, veículo da família Menin, se comprometeu a subscrever, no mínimo, 100 milhões de reais no exercício do seu direito de preferência.

"Esse tipo de operação não é muito convencional no mercado de capitais, achamos que era oportunidade boa a Log partir por esse caminho", afirmou à Reuters o presidente do conselho de administração da Log e da MRV, Rubens Menin. De acordo com ele, a separação dos negócios deve destravar valor aos acionistas.

O presidente da Log, Sérgio Fischer, destacou que a companhia deve chegar a 2 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) em 2023. Ele ainda projeta para o período lucro operacional de 260 milhões de reais, levando em conta o aumento de capital.

A listagem das ações da Log é a segunda feita pela família Menin na bolsa paulista este ano. A primeira foi a oferta pública inicial de ações (IPO) do Banco Inter, em maio, que movimentou 721,9 milhões de reais.


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