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Ações europeias caem com crash do petróleo e preocupação com pandemia

PUBLICADO EM: 21.4.20 | 15H35
O índice pan-europeu STOXX 600 quebrou um série de três sessões de altas e teve queda de 3,4%.
The German share price index DAX graph is pictured at the stock exchange in Frankfurt

Bolsa de Frankfurt: ações de empresas de commodities foram as maiores perdedoras (REUTERS)

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As ações europeias caíram nesta terça-feira, com o golpe duplo da queda histórica nos preços do petróleo e balanços trimestrais sem brilho assustando investidores já preocupados com os danos causados ​​à economia global pela pandemia do coronavírus.

O índice pan-europeu STOXX 600 quebrou um série de três sessões de altas e teve queda de 3,4%.

Ações de empresas de commodities foram as maiores perdedoras, caindo quase 6%. A maior mineradora listada do mundo, BHP, deslizou após aviso de queda acentuada da produção global de aço, excluindo China, devido ao Covid-19.

Todos os principais índices europeus caíram, um dia depois de os contratos futuros de petróleo dos EUA caírem abaixo de zero pela primeira vez na história com o esgotamento da capacidade de armazenamento levando investidores a fugir de contratos que lhes entregariam barris de petróleo em maio.

O contrato do West Texas Intermediate se recuperou para acima de 1 dólar nesta terça, mas seu colapso se espalhou para os contratos futuros de junho enquanto investidores se preocupam com uma profunda recessão global com a quase interrupção da atividade comercial esmagando tanto as cadeias de suprimentos.

BP, Shell e Total perderam entre 2,5% e 3,8%, levando o índice de energia a cair 4,3%.

A temporada de balanços do primeiro trimestre também começou mal, com um grupo de multinacionais eliminando dividendos e retirando previsões para lidar com as consequências da pandemia.

O lucro do primeiro trimestre da finlandesa Wartsila caiu 45%, enquanto a Associated British Foods , dona da Primark, caiu após suspender dividendo.

Mas nem todos os balanços foram ruins. A empresa de pagamentos online Adyen reportou crescimento na receita e no lucro principal do primeiro trimestre.

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