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Bolsas fecham em queda em NY com realização de lucros

PUBLICADO EM: 4.9.14 | 17H49
Mais cedo, bolsas foram impulsionadas pelo anúncio de novas medidas de estímulo do Banco Central Europeu, levando o S&P 500 a renovar máxima intraday histórica
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Nyse: os investidores continuam monitorando as tensões na Ucrânia

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São Paulo - Os índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, 04, sob um movimento de uma realização de lucros, que foi intensificado por cautela antes do relatório de emprego de agosto, previsto para amanhã.

Mais cedo, as bolsas foram impulsionadas pelo anúncio de novas medidas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE), levando o S&P 500 a renovar uma máxima intraday histórica.

O índice Nasdaq caiu 10,28 pontos (0,22%) e fechou aos 4.562,29 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 3,07 pontos (0,15%), para 1.997,65 pontos, após atingir o novo recorde de 2.011,17 pontos durante o pregão.

O Dow Jones cedeu 8,70 pontos (0,05%), para 17.069,58 pontos.

A autoridade monetária da zona do euro surpreendeu grande parte dos agentes do mercado ao reduzir as taxas básicas de juros e ao lançar um programa de compra de ativos.

O BCE diminuiu a taxa de refinanciamento para uma nova mínima histórica, de 0,05%, ante 0,15% anteriormente.

O BCE também ampliou a taxa negativa dos depósitos bancários estacionados na instituição para -0,20%, de -0,10%, e diminuiu a taxa de juros de empréstimo marginal para 0,30%, de 0,40%.

Outra grande novidade veio com o discurso do presidente da instituição Mario Draghi, que anunciou o lançamento de dois programas de compras de ativos.

A partir de outubro, o banco passará a adquirir títulos lastreados em ativos (ABS, na sigla em inglês) do setor privado não financeiro e um amplo portfólio de bônus cobertos denominados em euros.

O impulso vindo da Europa prevaleceu durante grande parte da sessão, mas as ações passaram a operar em terreno negativo no final da tarde, principalmente, por causa de uma certa ansiedade em relação ao relatório de emprego de agosto.

A expectativa pelo documento aumentou com a divulgação de indicadores sobre o mercado de trabalho e comentários da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester.

A dirigente argumentou que o Fed deveria reformular sua diretriz futura para transmitir que o primeiro aumento de juros dependerá das condições econômicas e da velocidade do seu progresso em direção às metas do banco, de baixa taxa de desemprego e preços estáveis. Loretta Mester também ressaltou que, com a aproximação dos objetivos, o Fed terá de normalizar sua política.

Entre os números publicados mais cedo, a Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) informou que o setor privado dos EUA criou 204 mil empregos em agosto, ficando aquém da previsão de 215 mil novas vagas.

Os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego também vieram pior que o esperado, ao subir para 302 mil na semana encerrada em 30 de agosto, ante expectativa de 300 mil novas solicitações.

Apesar dos números fracos divulgados nesta quinta-feira, a previsão para a relatório de emprego é divulgação de que 225 mil novos postos de trabalho foram criados em agosto, de 209 mil vagas geradas no mês anterior.

Além disso, é esperado que a taxa de desemprego recue para 6,1%, de 6,2% na mesma base de comparação.

Como pano de fundo, os investidores continuam monitorando as tensões na Ucrânia.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, informou que as tropas russas que estão avançando na Ucrânia são as mais fortes enviadas para a região desde que os conflitos tiveram início.

Desta vez, o comboio, com 10 mil soldados, é menor do que os anteriores, porém mais perigoso, pois possui uma artilharia mais poderosa, conforme afirmou um porta-voz do Pentágono, o coronel Steven Warren. Com informações da Dow Jones.

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