MERCADOS

Bovespa abre em baixa de olho no exterior

PUBLICADO EM: 19.11.10 | 10H13
Por Márcio Rodrigues São Paulo - Sem grandes indicadores no exterior, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, repercutindo o aumento do compulsório na China em 0,5 ponto porcentual, que acabou por acelerar o viés de baixa nos mercados internacionais. Por enquanto, a Bolsa deve revelar cautela, uma vez […]
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Por Márcio Rodrigues

São Paulo - Sem grandes indicadores no exterior, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, repercutindo o aumento do compulsório na China em 0,5 ponto porcentual, que acabou por acelerar o viés de baixa nos mercados internacionais. Por enquanto, a Bolsa deve revelar cautela, uma vez que também é aguardada a confirmação de que a Irlanda aceitará uma ajuda financeira, que pode chegar a 100 bilhões de euros, da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). No Brasil, o mercado acompanha as mudanças na política fiscal do novo governo: uma mensagem presidencial publicada no Diário Oficial da União de hoje já altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano e de 2011, reduzindo de 3,3% para 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) a meta de superávit primário das contas do setor público. Às 11h09 horas (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,61%, aos 70.347 pontos.

"Na falta de notícias, o mercado tende a acompanhar lá fora. Devemos ficar colados nos (índices) futuros americanos, que operam em baixa", afirma um operador do mercado. Sobre a manutenção do patamar de 70 mil pontos do Ibovespa, a mesma fonte diz que será possível ter uma ideia mais clara apenas quando as bolsas dos EUA abrirem. "O mercado só ganha mais liquidez depois das 12h30 (abertura do mercado em Nova York)", completa.

Depois do anúncio da China, o avanço das matérias-primas se manteve por algum tempo, mas por volta das 10h15 (horário de Brasília) as commodities começaram a operar no terreno negativo, o que pode acelerar ainda mais as perdas no pregão brasileiro. Ontem, o país asiático esclareceu que as pressões inflacionárias serão combatidas com "medidas administrativas", e não com aumento de juros. Prova disso é a elevação do compulsório bancário hoje. O banco central chinês informou que irá elevar a taxa em 0,5 ponto porcentual a partir de 29 de novembro.

"Do ponto de vista de longo prazo, não faz sentido pressionar os preços das commodities para baixo, pois os fundamentos continuam fortes", analisa Frederico Mesnik, sócio da Humaitá Invest, se referindo especialmente às commodities agrícolas. "Mas o mercado acompanha a manada", pondera.

Na Europa, o primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, não deu sinais de que uma resposta do país ao socorro de até 100 bilhões de euros oferecido por UE e FMI deve sair hoje. Ele se limitou a dizer que as conversas estão indo bem, mantendo a expectativa do mercado sobre a forma como a ajuda será feita. "O caso da Irlanda será a mesma novela da Grécia, que insistia que não precisava de ajuda. Mas não tem outra saída (para a Irlanda). Ou faz, ou faz", completa Mesnik.

No Brasil, aumenta a expectativa sobre a formação da equipe econômica. Depois de praticamente assegurado que o ministro Guido Mantega permanecerá à frente da Fazenda, a probabilidade da manutenção de Henrique Meirelles no Banco Central (BC) poderia ser muito bem vista, pois indicaria a continuidade do compromisso com a meta de inflação e relativa independência da autoridade monetária. Mas, segundo fontes, o atual presidente do BC não aceitaria um mandato temporário, enquanto a presidente eleita, Dilma Rousseff, teria preferência por um nome alinhado à corrente desenvolvimentista.

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